Por que o tempo escolar é insuficiente para dar conta das aprendizagens a que a escola se propõe?
Provavelmente são
muitas as respostas a essa questão, entre elas podemos citar duas
como mais relevantes: a organização da escola que fragmenta e
engessa o tempo do professor e a carga horária exaustiva a que o
professor precisa se submeter para conseguir manter um padrão de vida com um mínimo
de dignidade.
O professor possui
tempo limitado para planejar, para pensar suas práticas pedagógicas
e, principalmente, para se atualizar e se apropriar de cultura –
situação que já é inviabilizada pela falta de recursos
financeiros. Infelizmente o que se percebe é que os profissionais da
educação estão desistindo, se desiludindo, pois não conseguem nem
ao menos se encontrar com seus pares para planejar um trabalho
interdisciplinar ou para discutir ações e alternativas para o
processo de ensino aprendizagem. Cada vez mais o professor se
traveste em mero cuidador, responsável por manter a ordem e a
disciplina e cumprir um programa falido e desvinculado da realidade
para um grupo de alunos que não quer estar ali imóvel e sem voz.
Nossas escolas não tem (e nunca tiveram) espaço físico adequado,
material didático adequado, recursos humanos e financeiros
suficientes e agora estão perdendo a única coisa que restava: o
entusiasmo do professor, que se cansou de lutar contra moinhos de
vento.