quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Por que o tempo escolar é insuficiente para dar conta das aprendizagens a que a escola se propõe?

Provavelmente são muitas as respostas a essa questão, entre elas podemos citar duas como mais relevantes: a organização da escola que fragmenta e engessa o tempo do professor e a carga horária exaustiva a que o professor precisa se submeter para conseguir manter um padrão de vida com um mínimo de dignidade.


O professor possui tempo limitado para planejar, para pensar suas práticas pedagógicas e, principalmente, para se atualizar e se apropriar de cultura – situação que já é inviabilizada pela falta de recursos financeiros. Infelizmente o que se percebe é que os profissionais da educação estão desistindo, se desiludindo, pois não conseguem nem ao menos se encontrar com seus pares para planejar um trabalho interdisciplinar ou para discutir ações e alternativas para o processo de ensino aprendizagem. Cada vez mais o professor se traveste em mero cuidador, responsável por manter a ordem e a disciplina e cumprir um programa falido e desvinculado da realidade para um grupo de alunos que não quer estar ali imóvel e sem voz. Nossas escolas não tem (e nunca tiveram) espaço físico adequado, material didático adequado, recursos humanos e financeiros suficientes e agora estão perdendo a única coisa que restava: o entusiasmo do professor, que se cansou de lutar contra moinhos de vento.