Assistindo o vídeo de Pedro Demo (Educar pela Pesquisa) lembrei de uma das poucas oportunidades que tive, de ser protagonista durante minha passagem pelo ensino médio. No geral, as aulas eram tradicionais: copiar, ler, fazer exercícios. Uma professora de ciências propôs que pesquisássemos qualquer assunto sobre genética. Pesquisei sobre as mosquinhas das frutas, as drosófilas melanogaster. O curioso que passados 30 anos ainda lembro do nome do inseto e das descobertas que fiz sobre genética naquele ano, uma paixão que me acompanha até hoje. Infelizmente para mim e para a maioria dos estudantes a metodologia da pesquisa e da investigação é uma exceção nas nossas escolas. Projetos de aprendizagem desenvolvem a autonomia do aluno, produzem conhecimento significativo e promovem crescimento cognitivo, social, afetivo e emocional.
Concordo com Pedro Demo, é importante a criança pesquisar e buscar conhecimento para concretizá-lo.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Jogos Matemáticos
Sou formada em Licenciatura em Ciências pela PUC e sempre trabalhei com matemática no ensino fundamental séries finais. Trabalho na Escola Stella Maris em Alvorada e atualmente estou na vice-direção e na supervisão escolar por isso sempre que é necessário solicito as minhas colegas que estão em sala de aula que disponibilizem um tempo para eu aplicar as atividades com os alunos, geralmente no fundamental 1.
Tenho 15 anos de experiência em sala de aula e 6 na supervisão escolar. As experiências mais relevantes da minha atuação são aquelas que envolvem jogos matemáticos. Nos dois últimos anos que atuei em sala de aula experimentei trabalhar os conceitos de equações do primeiro grau com material concreto. Percebi que desta forma os ganhos são relevantes, as crianças se interessam pelo conteúdo e os conceitos envolvidos são apreendidos com maior facilidade, os erros diminuem e os alunos ficam mais seguros.
Tenho 15 anos de experiência em sala de aula e 6 na supervisão escolar. As experiências mais relevantes da minha atuação são aquelas que envolvem jogos matemáticos. Nos dois últimos anos que atuei em sala de aula experimentei trabalhar os conceitos de equações do primeiro grau com material concreto. Percebi que desta forma os ganhos são relevantes, as crianças se interessam pelo conteúdo e os conceitos envolvidos são apreendidos com maior facilidade, os erros diminuem e os alunos ficam mais seguros.
Raciocínio Multiplicativo
A tarefa de matemática desta semana era explicar como introduzimos o ensino da multiplicação e divisão, foi uma tarefa desafiadora porque às vezes é difícil explicar nossa prática.
O raciocínio multiplicativo envolve relações fixas entre variáveis, por exemplo, entre quantidades e grandezas abrangendo ações de correspondência um para muitos, distribuição e divisão. A multiplicação envolve mais do que a adição de parcelas iguais, pois abarca a proporcionalidade, a combinatória e os cálculos de área.
É importante que se explore todas essas aplicações da multiplicação para a construção dos conceitos envolvidos no campo multiplicativo, o uso dos materiais concretos, da malha quadriculada e de jogos é fundamental antes que se introduzam os algoritmos da multiplicação e divisão.
Sempre inicio a multiplicação e divisão explorando esses conceitos em jogos e desafios, a construção da tabuada e as situações envolvendo divisões com material concreto facilitarão o entendimento do algoritmo.
Ao introduzir a divisão utilizo principalmente figurinhas que eles sempre têm em abundância.
Os desafio a repartir, por exemplo, 10 figurinhas por 2 alunos, por 5, por 4, por 3. Neste caso eles mesmos não permitem que alguém receba mais. Quando trabalhamos com balas sempre alguém sugere o corte em partes.
O raciocínio multiplicativo envolve relações fixas entre variáveis, por exemplo, entre quantidades e grandezas abrangendo ações de correspondência um para muitos, distribuição e divisão. A multiplicação envolve mais do que a adição de parcelas iguais, pois abarca a proporcionalidade, a combinatória e os cálculos de área.
É importante que se explore todas essas aplicações da multiplicação para a construção dos conceitos envolvidos no campo multiplicativo, o uso dos materiais concretos, da malha quadriculada e de jogos é fundamental antes que se introduzam os algoritmos da multiplicação e divisão.
Sempre inicio a multiplicação e divisão explorando esses conceitos em jogos e desafios, a construção da tabuada e as situações envolvendo divisões com material concreto facilitarão o entendimento do algoritmo.
Ao introduzir a divisão utilizo principalmente figurinhas que eles sempre têm em abundância.
Os desafio a repartir, por exemplo, 10 figurinhas por 2 alunos, por 5, por 4, por 3. Neste caso eles mesmos não permitem que alguém receba mais. Quando trabalhamos com balas sempre alguém sugere o corte em partes.
Ciência e Construtivismo
A ciências naturais podem auxiliar na construção de ideias cada vez mais complexas do mundo simplesmente questionando, instigando, tirando o aluno da zona de conforto ao provocar uma desestruturação nas suas certezas. Observar o mundo e buscar respostas às questões que resultam desta observação é o caminho para construção de conhecimento. O professor precisa orientar o trabalho do aluno mantendo uma relação mais próxima, sendo uma referência para ele, um parceiro de trabalho, sabendo escutar e criando um ambiente pedagógico produtivo.
ENSINAR X APRENDER
Ensinar história para os pequenos é um desafio principalmente quando nos atemos às datas comemorativas de forma aleatória e sem contextualização. É preciso construir a ideia de passado, presente e futuro e desenvolver o conceito de tempo sob o ponto de vista da história. As crianças têm que perceber que existe a história escrita e a que estamos construindo diariamente enquanto seres históricos. O segredo é ouvir mais as crianças para aprendendo com elas, investigando como elas pensam o mundo, encontrarmos o caminho para fazermos as intervenções certas.
Educação Física na Escola Estadual
A educação física se faz importante no âmbito escolar desde o momento do ingresso dos alunos. É na escola que todas as pessoas começam a praticar atividades físicas e que desenvolvem certas habilidades que devem ser trabalhadas e maturadas neste espaço destinado a essa disciplina. Infelizmente, os(as) professores (as) de currículo não possuem embasamento para que essas competências sejam transmitidas para os alunos de maneira correta, o que faz com que seja ainda mais importante a presença de um professor de Educação Física nas escolas estaduais desde o início das formação das crianças. Essas atividades ajudam a trabalhar conceitos como a lateralidade, que exemplifica a direção (esquerda, direita, para frente e para trás). A lateralidade nesse caso, colabora para que os alunos adquiram noção de espaço-tempo, importantes para o sucesso outras disciplinas, como a matemática.
Algumas Conclusões Sobre o Portfólio de Porto Alegre
O portfólio sobre Porto Alegre como análise da história da cidade e projeção dos alunos como protagonistas desta história permitiu inserir uma visão de ser histórico em cada um deles. Além de desenvolverem a ideia de tempo, também foi introduzida a noção de agentes modificadores dentro do espaço em que vivem. É uma atividade muito abrangente, porque demonstra que todos temos uma história e que nossa história remete a história do local onde vivemos e é isso que constrói quem nós somos: nossas raízes e antepassados. A partir da árvore genealógica percebemos que nossa cidade, assim como o estado e o país, é basicamente formada por imigrantes e que possuímos uma riqueza cultural enorme. As conclusões são inúmeras, desde uma análise sobre os povos indígenas que aqui habitavam e sua condição atual, até a importância do mercado público na cultura umbandista. Infelizmente não é possível trabalhar tudo em sala de aula, mas uma pequena parcela de aprendizagem já consegue ajudar os alunos a adquirirem um conhecimento amplo e imprescindível enquanto cidadãos.
O tempo e a Comunicação
Estudar os meios de comunicação se tornou muito mais dinâmico com a utilização da internet. Alguns aparelhos, que não existem mais e que as crianças não conhecem, são facilmente demonstrados por imagens e explicados por sites de pesquisa como o Wikipedia. Temos acesso a um universo de informação que permite aos professores aprofundarem e inovarem sua metodologia com os alunos. Quando construí o jogo da linha do tempo para organizar com os alunos os meios de comunicação na ordem que eles acreditavam que haviam surgido, encontrei diversas imagens que demonstraram o grande avanço da tecnologia. Por exemplo, a televisão é algo que as crianças possuem contato e poderiam se enganar se utilizasse uma foto atual quanto a data de seu surgimento. Pensei: será que elas reconheceriam um aparelho antigo de imagem preto e branca? O celular se aplica nessa mesma comparação.
Este exercício de organização dos meios de comunicação permitiu aos alunos uma reflexão sobre a evolução dos objetos ao longo do tempo, sobre a transformação tecnológica e sobre o impacto disso no nosso cotidiano. Eles ficaram intrigados com a diferença entre a forma dos aparelhos em sua origem e seu modelo atual. Por isso conduzi eles a refletirem sobre seu futuro e quais seriam os próximos avanços da tecnologia, o que rendeu ideias bastante criativas.
Este exercício de organização dos meios de comunicação permitiu aos alunos uma reflexão sobre a evolução dos objetos ao longo do tempo, sobre a transformação tecnológica e sobre o impacto disso no nosso cotidiano. Eles ficaram intrigados com a diferença entre a forma dos aparelhos em sua origem e seu modelo atual. Por isso conduzi eles a refletirem sobre seu futuro e quais seriam os próximos avanços da tecnologia, o que rendeu ideias bastante criativas.
Redes Sociais
Compartilhar fotos em redes sociais se tornou um evento comum e rotineiro. Talvez por isso banalizamos a tecnologia fotográfica e não nos damos conta de como ela revolucionou o modo de contar histórias. E quando cito história, posso tratar tanto de histórias pessoais de indivíduos quaisquer e de famosos quanto também da história da humanidade.
O Brasil é um país que estuda sua história nas escolas a partir de sua colonização europeia devido a falta de informação sobre os indígenas que habitavam nosso território. Isso porque esses povos nunca desenvolveram escrita ou registraram de alguma forma seus costumes, lendas, crenças ou a história de seus antepassados. Em sua cultura, tudo era transmitido oralmente e não viam a necessidade de desenvolverem outro método de propagação do conhecimento. Por isso, tudo que sabemos dessas tribos foi através da visão dos portugueses sobre eles, como na carta de Pero Vaz de Caminha, ou a partir de utensílios descobertos em escavações. A partir de um olhar sobre nosso próprio passado, podemos percebera importância de existir atualmente grande número de registros sobre nosso momento histórico e de haver diversos pontos de vistas a serem analisados. Vídeos e fotos registram os acontecimentos cotidianos e permitem construir um acervo rico para análise futura pelos historiadores destes eventos. Não veremos nossa própria história desaparecer novamente.
ENSINAR CIÊNCIAS
O currículo da ciência, como o de qualquer disciplina não é neutro, ao contrário é carregado de intencionalidade e de visão ideológica. Não é a toa que cientistas têm opiniões e resultados de pesquisas antagônicas a respeito do aquecimento global. Enquanto uns defendem que o planeta caminha para o caos, outros dizem que os fenômenos que observamos hoje-furacões, secas, tornados, morte de corais- nada tem a ver com o aumento da temperatura do planeta. Como educadores precisamos instigar nossos alunos a pensar criticamente, a formar sua própria opinião fundamentados em pesquisas, em observações e em experimentações. Quando somos crianças temos tendência a pensar que é preciso crescer para fazer a diferença, para podermos agir e mudar o mundo, mas isto é pura ilusão, é a infância que é terra fértil. Se o professor for capaz de semear pró-atividade certamente colheremos gerações futuras capazes de buscarem soluções sustentáveis para o nosso planeta.
Ensino da Matemática
O conhecimento matemático aterroriza as crianças desde as séries iniciais. Os números são tão complicados ou nós que complicamos? A verdade é que há incoerências na metodologia de ensino que impedem as crianças de aprenderem esta matéria. Existem diversos tipo de inteligência e, obviamente, algumas crianças possuem facilidade com raciocínio lógico. Entretanto, outras crianças que não possuem o mesmo talento não precisam se sentir frustradas e isso depende basicamente de como o professor conduz a aula e quais métodos utiliza. Ensinar matemática de forma lúdica pode ser o caminho para o sucesso de um número maior de crianças na disciplina. Jogar ajuda a desenvolver diversas competências, além de diminuir o erro e o sentimento de incompetência.
Fazer matemática não é uma estrada de mão única. Existem diversas formas de solucionar um problema e o professor tem que estar apto a ver o caminho que cada aluno segue e valorizá-lo. Hoje há muita demonstração de uma forma única de solução que às vezes o aluno não aceita ou nãocompreende e isso dificulta seu aprendizado.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Por que o tempo escolar é insuficiente para dar conta das aprendizagens a que a escola se propõe?
Provavelmente são
muitas as respostas a essa questão, entre elas podemos citar duas
como mais relevantes: a organização da escola que fragmenta e
engessa o tempo do professor e a carga horária exaustiva a que o
professor precisa se submeter para conseguir manter um padrão de vida com um mínimo
de dignidade.
O professor possui
tempo limitado para planejar, para pensar suas práticas pedagógicas
e, principalmente, para se atualizar e se apropriar de cultura –
situação que já é inviabilizada pela falta de recursos
financeiros. Infelizmente o que se percebe é que os profissionais da
educação estão desistindo, se desiludindo, pois não conseguem nem
ao menos se encontrar com seus pares para planejar um trabalho
interdisciplinar ou para discutir ações e alternativas para o
processo de ensino aprendizagem. Cada vez mais o professor se
traveste em mero cuidador, responsável por manter a ordem e a
disciplina e cumprir um programa falido e desvinculado da realidade
para um grupo de alunos que não quer estar ali imóvel e sem voz.
Nossas escolas não tem (e nunca tiveram) espaço físico adequado,
material didático adequado, recursos humanos e financeiros
suficientes e agora estão perdendo a única coisa que restava: o
entusiasmo do professor, que se cansou de lutar contra moinhos de
vento.
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
GAIOLAS OU ASAS?
Há
escolas que são gaiolas. Há
escolas
que são asas. (Rubens Alves)
Não
quero aqui cair no lugar-comum de vitimizar o professor, porque o
professor é um profissional que, como qualquer outro, merece
respeito e valorização, e não pena, porém preciso expressar minha
insatisfação a respeito de algumas coisas que se falam e se escrevem
sobre educação, no que diz respeito às mudanças que se fazem
necessárias. Muitos discursos carecem de objetividade e, em geral,
lançam suas teorias sempre na mesma direção: o professor com sua
metodologia atrasada e estagnada.
A
escola atual não tem mais a função única de ensinar, a própria
legislação reconhece e amplia suas funções incluindo o “educar”
e o “cuidar”, entretanto esse reconhecimento não vem acompanhado
da devida instrumentalização dessa instituição. Muito
se fala em mudanças,
mas pouco se faz para fornecer ferramentas ao professor que
viabilizem estas mudanças e, principalmente, muito pouco se investe
nas escolas para melhorar sua estrutura e oferecer espaço físico e
recursos pedagógicos adequados.
Escolher
o magistério como profissão é uma opção carregada de intenções,
de vontade de fazer diferente, mas a realidade de nossas escolas
acaba minando e desmotivando o professor. Como retrata
Rubens Alves referindo-se
ao cotidiano do professor na sala de aula:
“..
Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres
famintos,
dentes arreganhados, garras à mostra – e os domadores com os seus
chicotes,
fazendo
ameaças fracas demais para a força dos tigres... Sentir alegria ao
sair de casa
para
ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é
livrar-se de tudo
aquilo.
Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta
que os
fecha
com os tigres.”
Usando
a metáfora do autor, a escola não é gaiola só para as crianças e
adolescentes, é também para o professor a medida que não oferece
absolutamente nada para atrair o aluno. Para ensinar, educar e cuidar,
a escola precisa passar por uma profunda mudança de paradigma,
precisa tornar-se, além de espaço de aprendizagem, espaço de
lazer, de arte, de esporte, espaço de vida.
E
o professor?
Esse
precisa ser instrumentalizado, capacitado para
ensinar o voo aos seus alunos. Só se
ensina o que
se
sabe,
dessa forma nossas escolas serão asas e
não gaiolas.
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
ESCRITA COLETIVA
A proposta do Seminário
Integrador desta semana foi um exercício de escrita diferente, nos foi dada uma
citação para que construíssemos um texto onde fosse possível encaixá-la. Considerei a ideia bastante
criativa, pois geralmente buscamos uma citação para reforçar ou ratificar
nossos argumentos, mas nesse exercício, em particular, teremos de construir argumentos que
justifiquem o uso de tal citação e que concomitantemente esteja em consonância
com o tema apresentado. Será um desafio
interessante, principalmente por ser um texto de autoria coletiva, quando
escrevemos sozinhos ou pensamos em
escrever sobre determinado assunto escolhemos um fio condutor e nos focamos de
tal forma que muitas vezes não conseguimos vislumbrar outros pontos de vista ou
outras vertentes de pensamento.
Escrever a quatro mãos
pressupõe diversidade de ideias a respeito
de um mesmo tema, entretanto escrever em parceria com o outro requer também
humildade, tolerância e respeito para abdicarmos do nosso ponto de vista em alguns momentos e
ao mesmo tempo firmeza para defendermos nossas ideias com convicção. Nessa
tarefa, em especial, será preciso muita troca de ideias e integração para que o
texto seja construído com coerência.
BOM RETORNO
Retornando às aulas com
presencial de Seminário Integrador IV e a proposta é continuarmos qualificando
nossas escritas. Reflexão, ação, frustrações, experiências, questionamentos e
alegrias do nosso cotidiano devidamente
registradas aqui no blog para compor a síntese reflexiva do nosso quarto
semestre (incrível como está passando rápido). Como nos ensina Paulo Freire: “Não é no
silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”.
Então,
que se inicie o semestre e que seja pleno de ideias, aprendizagens e novas
práticas pedagógicas.
sábado, 23 de julho de 2016
JOGOS ELETRÔNICOS
As
crianças estão iniciando cada vez mais cedo o uso de aparelhos
eletrônicos, os pais acham incrível ver que os filhos se interessam
pelo celular e tablete, antes mesmo de aprender a falar e a andar,
entretanto essa precocidade pode não ser o melhor para o
desenvolvimento infantil.
As
novas gerações estão tendo seu direito a brincar tolhido pela
falta de espaço, pela falta de tempo e pela insegurança das ruas o
que aliado ao acesso fácil à tecnologia resultou na popularização
dos jogos eletrônicos. Se por um lado os cientistas
concordam que esses jogos podem melhorar a percepção da realidade e
auxiliar na formação da personalidade, os prejuízos podem ser bem
maiores e mais duradouros. As crianças que ficam jogando por muito
tempo podem apresentar problemas de socialização, problemas de
postura e lesões por movimentos repetitivos, mas o pior de todos os
malefícios causados pelos jogos, são os distúrbios psicológicos:
irritabilidade, agressividade, depressão e compulsão.
A
escola, neste cenário, é um espaço seguro onde as crianças podem
brincar umas com as outras, correr, fazer exercícios e desenvolver
capacidades importantes, como a atenção, a memória, a imitação e
a imaginação, sendo indispensável para reverter os malefícios do
uso abusivo de tecnologias. Ao brincar, as crianças exploram a
realidade e se apropriam da cultura na qual estão inseridas,
compreendendo as regras e papéis sociais. Para além de estimular a
curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, o brincar proporciona o
desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração, por
isso o brincar tem de estar na escola.
quinta-feira, 21 de julho de 2016
CONTOS DE FADAS MODERNO
CONTOS DE FADAS MODERNO
A disciplina de literatura propôs uma atividade sobre gênero em histórias infantis que permite conversar sobre inúmeras vertentes. Particularmente, constatei que em meio a tantas mudanças no comportamento feminino, os contos de fadas tradicionais parecem não se adequar aos padrões atuais. Enquanto retratam esteriótipos de mulheres completamente idealizadas - sempre com boa aparência, perfumadas e gentis e ao mesmo tempo donas de casa impecáveis - a realidade é que a expansão do movimento feminista ocorre junto com a mudança comportamental deste sexo: as universidades brasileiras já possuem mais estudantes do sexo feminino do que masculino; atualmente existe a divisão das tarefas domésticas entre integrantes da moradia; algumas propagandas destinadas à mulher já buscam uma abordagem que critica o machismo. Conclusão: histórias como "Branca de Neve", "Cinderela" e "A Bela Adormecida" se tornaram atemporais e precisam de uma releitura para transmitirem uma mensagem que seja realmente válida.
Nos contos de fada atuais já é possível verificar uma mudança significativa no retrato da mulher. Por exemplo, conseguimos contemplar personagens incríveis como a Mérida, do filme Valente. Esta princesa desconstrói qualquer padrão com seus ideais nada tradicionais, seus gestos e beleza nada delicados e sua paixão pelo arco e flecha. Uma história como esta pode legar muito mais valor às crianças na medida em que trabalha com uma percepção mais igualitária da mulher e menos preconceituosa e retrógrada. Além disso, exalta uma beleza tida como exótica, demonstrando que cada pessoa possui particularidades em sua aparência e a diversidade é muito mais relevante do que um modelo único de perfeição.
domingo, 17 de julho de 2016
MÚSICA NA ESCOLA
MÚSICA NA ESCOLA
Historiadores costumam diferenciar o homo sapiens sapiens dos seus antecessores devido à capacidade de desenvolver cultura. Isto é, a partir do momento em que iniciou-se a produção de esculturas, desenhos rupestres e instrumentos com diferentes utilidades é que nos tornamos humanos. Então, como é possível no Brasil a educação fechar os olhos para o desenvolvimento de atividades relacionadas à arte em geral, se ela é tão relevante para nós?
Por lei, "música" deveria ser matéria obrigatória das escolas, mas isto é uma realidade totalmente idealizada, principalmente no ensino público. Trazer instrumentos para dentro de sala de aula, além de obras de grandes músicos e poetas proporciona aos estudantes um momento cultural indispensável para desenvolvimento de pessoas mais empáticas, sensíveis e eruditas, embora não haja material nem professores de música para realizar um trabalho mais especializado, nada impede que os professores realizem atividades que explorem a riqueza musical. Não há como negar que a música desperta sentimentos que perpassam os nossos mais diversos estados de espírito, isso significa explorar uma competência da classe que hoje é muito negligenciada, o seu lado poético. O quão interessante é trazer letras do Mano Brown que tratam de desigualdade, racismo e exclusão social em uma turma majoritariamente pobre e negra? Ou o quão relevante seria inserir músicas da Bossa Nova para ensinar a euforia vivida pelo Brasil no governo de JK? Ou Gabriel , o Pensador para discutirmos o atual momento político e social do Brasil? Esses assuntos não revelam quem somos? Com certeza sim. Portanto, trabalhar música em sala de aula é trabalhar literatura, história, cidadania.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR
A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR
A aula presencial foi providencial para refletirmos sobre
alguns aspectos da importância do brincar para o desenvolvimento social,
intelectual e moral das crianças. As brincadeiras livres ou com
intencionalidade de alguma aprendizagem específica promovem o desenvolvimento
de habilidades como: atenção, concentração, memória, criatividade e raciocínio
lógico. Além de todos esses benefícios, os jogos e brincadeiras se constituem numa forma prazerosa de
aprender e de promover a interação social.
No curta “Bilú e João” , vídeo sugerido na disciplina
de Ludicidade , há uma cena em que os meninos fazem um tabuleiro com uma caixa
de madeira e pregos e jogam com uma moeda. Esta cena é bastante significativa
porque revela a espontaneidade das crianças e o desejo de brincar, apesar da
dura rotina de trabalho e de luta pela sobrevivência nas ruas. Estes meninos e meninas, a quem é,
diariamente, negado o direito à
infância, representam a essência do que é ser criança, pois em face
de tanta adversidade são capazes de encontrar tempo e disposição para inventar um jogo e se divertir compartilhando
com o grupo. Esta é uma prova de que as crianças não necessitam e não devem
receber somente brinquedos prontos, o ato de criar um brinquedo já faz parte da
brincadeira e possibilita o desenvolvimento da capacidade criativa.
CURRÍCULO ESCOLAR E DIVERSIDADE
CURRÍCULO ESCOLAR E
DIVERSIDADE
Iniciamos a disciplina de Literatura tratando de um tema de
relevante importância no cotidiano escolar: a diversidade.
Nossa história é marcada por conflitos étnicos, lutas de
classes e relações de poder. Com o advento da
globalização, nossa sociedade está cada vez mais composta de identidades
plurais de gênero, raça, classe social, valores e tradições. A escola está inserida neste contexto
social e, portanto, não está imune a presença desses antagonismos
. Os Parâmetros Curriculares Nacionais,
incluindo entre os temas transversais, o da pluralidade cultural prevê:
O grande desafio da escola é reconhecer a
diversidade como parte inseparável da identidade nacional e dar a conhecer a
riqueza representada por essa diversidade etnocultural que compõe o patrimônio
sociocultural brasileiro, investindo na superação de qualquer tipo de
discriminação e valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a
sociedade (BRASIL, 1998, p.117).
A escola é responsável por disseminar valores como o
respeito, a cidadania crítica e a valorização da pluralidade. Como educador é
nossa função dar visibilidade à riqueza cultural dos povos para que as crianças
aprendam a respeitar e valorizar o “outro”. Precisamos ainda problematizar a questão
das desigualdades, sua origem e consequências nas relações sociais.
Considero a literatura uma grande aliada na formação das
crianças e é do professor a função de selecionar as obras a serem trabalhadas com o objetivo de trazer
o mundo para a sala de aula. Não um mundo idealizado e perfeito, mas o mundo
real, multicultural, heterogêneo e diverso. É lógico que as crianças vão ter
contato com todo tipo de literatura, inclusive as que retratam as diferenças de
maneira equivocada, porém quando a escola abre espaço para discussão, para
abordagem de temas do nosso cotidiano, os alunos vão adquirindo um referencial
para formação de seus valores e percebem que o mundo não é monocromático nem
homogêneo e é justamente aí que reside toda sua beleza .
quarta-feira, 13 de julho de 2016
TRABALHANDO POESIA E MÚSICA NA SALA DE AULA
TRABALHANDO POESIA E
MÚSICA NA SALA DE AULA
Tarefa proposta na disciplina de Literatura, fazer uma
atividade envolvendo poesia. Como este ano estou no administrativo, recorri às
colegas e pedi espaço para trabalhar com a turma do 5º ano. A proposta era trabalhar
a seguinte poesia:
Venha cá meu
balãozinho Todas matas pegam fogo
Diga aonde
você vai
Passarinhos vão morrer
Vou fugindo,
vou pra longe E
os rios vão secando
Vou pra casa
de meu pai E
não podem mais correr
Ah, ah, ah,
mais que tolice! Eu já estou aborrecido
Nunca vi
balão ter pai Quanto mal faz um balão
Fique quieto
neste canto Vou ficar bem quietinho
Que daqui
você não sai Amarrado no cordão
Quando a
noite for chegando
Onde irá
você descer
Se cair em
nossas matas
O que vai
acontecer?
Exploramos a estrutura do poema, as rimas e a mensagem. Conversamos
sobre as festas juninas que, no Brasil, correspondem à devoção dos santos -
Antônio, João e Pedro- que geralmente são realizadas entre os dias 13 e 29 de
junho, e tem significados que vão além de questões religiosas, pois surgiram
com intuito de comemorar a colheita do milho. Os alunos pesquisaram na internet
a respeito das festas e relataram que no Nordeste, as Festas Juninas são
grandes eventos que atraem multidões e alavancam a economia local. Campina
Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, realizam comemorações com disputa
de quadrilhas e receitas típicas da festa, como o quentão, o mingau de
milho verde, milho cozido, canjica, pé de moleque e várias outras receitas
derivadas do milho. Tudo para que o folclore do Brasil permaneça existindo
nas próximas gerações. Conversamos ainda sobre a responsabilidade social e o
perigo representado pela tradição de soltar balões, devido aos prejuízos causados à natureza e os
animais. Os alunos declamaram, cantaram e para encerrar construíram balões de
São João utilizando a técnica da dobradura, enfeitamos a sala e fizemos um
lanche coletivo com as comidas típicas das festas juninas.
COMO AS HISTÓRIAS CHEGAM ÀS CRIANÇAS?
"...as fábulas são verdadeiras. São, tomadas em conjunto, em sua sempre repetida e variada casuística de vivências humanas, uma explicação geral da vida, nascida em tempos remotos e alimentada pela lenta ruminação das consciências camponesas até nossos dias; são o catálogo do destino que pode caber a um homem e a uma mulher, sobretudo pela parte da vida que justamente é o perfazer de um destino: a juventude, do nascimento que tantas vezes carrega consigo um auspício ou uma condenação, ao afastamento de casa, às provas para tornar-se adulto e depois maduro, para confirmar-se como ser humano." Ítalo Calvino
Se as crianças nascem em famílias desfavorecidas financeiramente, onde um livro é supérfluo, um luxo onde falta o pão, então, como as histórias chegam até as crianças?
Por certo, embora pobres, muitas crianças já ouviram diversos contos de fadas antes mesmo de chegarem à escola, pois esses antes de serem escritos já tinham esta peculiaridade de passar de boca em boca encantando e surpreendendo ouvintes atentos. Mas e os livros? Como chegam as crianças que não podem comprar?
Felizmente a escola, hoje, é responsável por apresentar às crianças, principalmente aquelas que não têm acesso à cultura, uma variedade de gêneros literários. Nossas bibliotecas têm recebido muitos livros de qualidade e para mim, que sempre fui uma leitora voraz, considero isto uma enorme evolução. Quando eu era criança, as bibliotecas das escolas aonde estudei tinham a finalidade de oferecer livros para pesquisa, portanto não ofereciam livros de literatura e, por isso, não tive muitas escolhas e cresci lendo o que por ventura chegava às minhas mãos, sem nenhum tipo de seleção. Na adolescência descobri a Biblioteca Pública de Porto Alegre e foi como se me abrissem as portas do paraíso, pois finalmente tive acesso a uma grande variedade de títulos e gêneros literários.
Almejo que a escola seja o paraíso dos leitores, que os professores sejam capazes de encantar as crianças ao lerem para elas histórias mágicas e cheias de aventura, porque a melhor maneira de incentivar a leitura é lendo para as crianças e oferecendo-lhes livros atraentes que despertem a curiosidade de desvendar o que se esconde em cada página e também a possibilidade de se aventurar em outras vidas, em outros lugares e, assim, se encontrar e se reconhecer.
terça-feira, 12 de julho de 2016
QUEM TEM MEDO DA MATEMÁTICA?
QUEM TEM MEDO DA MATEMÁTICA?
A
matemática é uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento do
intelecto humano, porém a forma como essa ferramenta é abordada na escola está
em desacordo com o processo de
aprendizagem das crianças. É interessante observar que crianças acostumadas a
lidar com dinheiro- fazer compras para casa, administrar a mesada e realizar diversas outras atividades práticas que
envolvem a lógica- na escola apresentam baixo rendimento na matemática. Alguns
estudiosos desenvolveram pesquisas sobre
o porquê de muitas crianças fracassarem nesta área, como por exemplo,
Freitag (1984) que afirma não haver relação entre o nível de desenvolvimento
cognitivo e o rendimento escolar das crianças em matemática. Segundo ele:
[...]
“mesmo alunos que se encontram em estágio “certo” segundo a expectativa teórica
de Piaget, ou seja, na entrada do estágio formal (ou nele em estabilização ou
estabilizado) apresentam um nível muito elevado de notas baixas e mesmo
reprovações (Freitag, 1984, p.199).
O
conhecimento lógico matemático segundo Piaget (1978), é uma construção que
resulta da ação mental da criança sobre o mundo, construído a partir de
relações que a criança elabora na sua atividade de pensar o mundo, e também das
ações sobre os objetos. Portanto não pode ser ensinada por repetição ou
verbalização.
Abordar o ensino da matemática por meio de jogos e
atividades lúdicas, dentro da proposta pedagógica da escola é uma forma de
resolver problemas de forma significativa, potencializando, assim, a
aprendizagem. Os jogos e brincadeiras possibilitam a apreensão de diversas
habilidades necessárias à construção do raciocínio matemático de forma
prazerosa e interessante para as crianças. Além disso, esta prática pedagógica diminui o sentimento de
incapacidade que alguns alunos têm em relação à matemática, melhorando sua
autoestima.
PROTAGONISMO
PROTAGONISMO
Esta semana realizamos a Feira de
Ciências na nossa escola e a sugestão foi trabalhar com projetos individuais,
os alunos do 5º ao 9º ano fizeram seus projetos de acordo com seu interesse
pessoal. Conduzimos os projetos conforme o que aprendemos nas aulas do
seminário integrador III, isto é, a partir de questionamentos e interesses
próprios formaram-se os grupos e os professores forneceram o suporte
necessário, em todas as áreas do conhecimento. Cada grupo desenvolveu seu
projeto para apresentação à comunidade escolar no dia da feira. Os resultados
foram excelentes, os alunos deram seguimento aos projetos de forma independente
e autônoma, pesquisaram e construíram a partir dos recursos que tinham e, com
certeza, superaram seus limites e nossas expectativas. Essa troca de experiências
e aprendizado ocorreu de tal forma que se inverteram os papéis, os professores fizeram-se
ouvintes atentos às lições de química, física, matemática e biologia que os autores dos
projetos ministraram. Talvez caiba aqui uma reflexão sobre a importância de
colocar em prática aquela gama de teoria ofertada pela escola no dia-a-dia.
Mais relevante do que decorar, é conseguir aplicar e dar sentido ao
conhecimento adquirido em sala de aula. Os alunos demonstraram que são capazes
de traduzir as palavras do caderno em ações concretas com ideias bem
singulares. Às vezes, neste ideal de mentor e aprendiz, desconsideramos a
capacidade do aluno e, por vezes, acabamos por nos surpreender com seu grande
potencial. Ver que aquelas pessoas que temos contato diário possuem qualidades
individuais incríveis gera um sentimento de orgulho e motivação para nos
reinventarmos como professor e proporcionar o melhor que temos para uma classe
com um futuro incerto e cheio de maravilhosas possibilidades.
RIQUEZA DE HISTÓRIAS
RIQUEZA DE HISTÓRIAS
A atividade proposta na disciplina de
Libras desta semana incluía o vídeo “O Perigo de uma História Única”, cujo conteúdo é a palestra de uma escritora
africana que aborda as consequências nefastas de formarmos opiniões baseadas em
um único ponto de vista - logicamente com a intenção de que fizéssemos um link
com nossos preconceitos em relação às pessoas surdas, o que, ao menos no meu
caso, funcionou. É claro que o vídeo foi mais um entre tantos outros recursos
utilizados nesta disciplina para ampliar nossa visão sobre a cultura surda, nos
permitir entrar em contato com diversas histórias deslocando nosso olhar, antes
focado no que considerávamos uma deficiência, para uma riqueza de histórias.
Histórias que vão além de uma peculiaridade, histórias de luta para ter
reconhecido um direito a língua e a participação na sociedade em igualdade de
condições com os ouvintes. Histórias de superação, de conquistas, de talentos.
Nesta disciplina aprendemos um pouquinho de Libras, mas o mais importante,
desconstruímos alguns conceitos errados e deixamos de ser vulneráveis a uma
história única.
sexta-feira, 1 de julho de 2016
LUDICIDADE
Ao iniciar a leitura dos textos sobre ludicidade e as contribuições das colegas nos fóruns comecei a relembrar momentos da minha infância há muito tempo adormecidos na memória. Os jogos sempre fizeram parte das minhas brincadeiras preferidas e em casa meu pai sempre que podia participava dos jogos de tabuleiro, de cartas, dominó e toda sorte de outros jogos que tínhamos acesso. Hoje percebo o quanto foi importante este contato, a participação dos pais nas brincadeiras dos filhos estabelece um canal de comunicação que se estende a outros setores do relacionamento familiar. O fato do pai ou da mãe estarem presentes interagindo com as crianças nas brincadeiras proporciona uma intimidade conquistada em momentos prazerosos, de diversão e favorecem a introjeção de valores e atitudes positivas.
ENCANTAMENTO PELA MÚSICA
A leitura dos textos de música me influenciou a buscar atividades que proporcionassem aos alunos vivências nesta área, por isso no mês de maio participamos de duas atividades muito interessantes: uma Oficina de Percussão na UFRGS e um concerto da Orquestra de Câmara no Theatro São Pedro. As duas atividades tiveram uma grande aceitação dos alunos que participaram interagindo com os músicos.
Na oficina de percussão as crianças puderam manusear e tocar alguns instrumentos musicais, adoraram e contribuíram com seus conhecimentos e aptidões. No Theatro São Pedro usufruíram de uma experiência musical fascinante: conheceram o funcionamento de uma orquestra e as peculiaridades do som de cada instrumento – violino, viola violoncelo e contrabaixo - o “concerto - aula” teve a participação especial de instrumentistas de sopros: flauta, oboé, clarinete, fagote e trompete. Durante o encontro, de aproximadamente 60 minutos, apreciaram algumas obras de compositores célebres como: Mozart, Bach, Vivaldi. No repertório também Ennio Morricone (ganhador do Oscar 2016 de melhor trilha sonora) e grandes nomes da MPB: Tom Jobim, Toquinho e Vinicius de Moraes.
Valeu muito a pena participar destas duas atividades e presenciar o encantamento dos alunos que num momento de puro prazer cantaram, tocaram e ouviram música de qualidade. A musicalidade é realmente um traço do ser humano, como lemos no texto da Leda Maffioletti e cabe também à escola despertar o gosto pela música nos alunos.
Na oficina de percussão as crianças puderam manusear e tocar alguns instrumentos musicais, adoraram e contribuíram com seus conhecimentos e aptidões. No Theatro São Pedro usufruíram de uma experiência musical fascinante: conheceram o funcionamento de uma orquestra e as peculiaridades do som de cada instrumento – violino, viola violoncelo e contrabaixo - o “concerto - aula” teve a participação especial de instrumentistas de sopros: flauta, oboé, clarinete, fagote e trompete. Durante o encontro, de aproximadamente 60 minutos, apreciaram algumas obras de compositores célebres como: Mozart, Bach, Vivaldi. No repertório também Ennio Morricone (ganhador do Oscar 2016 de melhor trilha sonora) e grandes nomes da MPB: Tom Jobim, Toquinho e Vinicius de Moraes.
Valeu muito a pena participar destas duas atividades e presenciar o encantamento dos alunos que num momento de puro prazer cantaram, tocaram e ouviram música de qualidade. A musicalidade é realmente um traço do ser humano, como lemos no texto da Leda Maffioletti e cabe também à escola despertar o gosto pela música nos alunos.
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