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sábado, 23 de julho de 2016

JOGOS ELETRÔNICOS

As crianças estão iniciando cada vez mais cedo o uso de aparelhos eletrônicos, os pais acham incrível ver que os filhos se interessam pelo celular e tablete, antes mesmo de aprender a falar e a andar, entretanto essa precocidade pode não ser o melhor para o desenvolvimento infantil.
As novas gerações estão tendo seu direito a brincar tolhido pela falta de espaço, pela falta de tempo e pela insegurança das ruas o que aliado ao acesso fácil à tecnologia resultou na popularização dos jogos eletrônicos. Se por um lado os cientistas concordam que esses jogos podem melhorar a percepção da realidade e auxiliar na formação da personalidade, os prejuízos podem ser bem maiores e mais duradouros. As crianças que ficam jogando por muito tempo podem apresentar problemas de socialização, problemas de postura e lesões por movimentos repetitivos, mas o pior de todos os malefícios causados pelos jogos, são os distúrbios psicológicos: irritabilidade, agressividade, depressão e compulsão.

A escola, neste cenário, é um espaço seguro onde as crianças podem brincar umas com as outras, correr, fazer exercícios e desenvolver capacidades importantes, como a atenção, a memória, a imitação e a imaginação, sendo indispensável para reverter os malefícios do uso abusivo de tecnologias. Ao brincar, as crianças exploram a realidade e se apropriam da cultura na qual estão inseridas, compreendendo as regras e papéis sociais. Para além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, o brincar proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração, por isso o brincar tem de estar na escola.