As
crianças estão iniciando cada vez mais cedo o uso de aparelhos
eletrônicos, os pais acham incrível ver que os filhos se interessam
pelo celular e tablete, antes mesmo de aprender a falar e a andar,
entretanto essa precocidade pode não ser o melhor para o
desenvolvimento infantil.
As
novas gerações estão tendo seu direito a brincar tolhido pela
falta de espaço, pela falta de tempo e pela insegurança das ruas o
que aliado ao acesso fácil à tecnologia resultou na popularização
dos jogos eletrônicos. Se por um lado os cientistas
concordam que esses jogos podem melhorar a percepção da realidade e
auxiliar na formação da personalidade, os prejuízos podem ser bem
maiores e mais duradouros. As crianças que ficam jogando por muito
tempo podem apresentar problemas de socialização, problemas de
postura e lesões por movimentos repetitivos, mas o pior de todos os
malefícios causados pelos jogos, são os distúrbios psicológicos:
irritabilidade, agressividade, depressão e compulsão.
A
escola, neste cenário, é um espaço seguro onde as crianças podem
brincar umas com as outras, correr, fazer exercícios e desenvolver
capacidades importantes, como a atenção, a memória, a imitação e
a imaginação, sendo indispensável para reverter os malefícios do
uso abusivo de tecnologias. Ao brincar, as crianças exploram a
realidade e se apropriam da cultura na qual estão inseridas,
compreendendo as regras e papéis sociais. Para além de estimular a
curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, o brincar proporciona o
desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração, por
isso o brincar tem de estar na escola.