sábado, 23 de julho de 2016

JOGOS ELETRÔNICOS

As crianças estão iniciando cada vez mais cedo o uso de aparelhos eletrônicos, os pais acham incrível ver que os filhos se interessam pelo celular e tablete, antes mesmo de aprender a falar e a andar, entretanto essa precocidade pode não ser o melhor para o desenvolvimento infantil.
As novas gerações estão tendo seu direito a brincar tolhido pela falta de espaço, pela falta de tempo e pela insegurança das ruas o que aliado ao acesso fácil à tecnologia resultou na popularização dos jogos eletrônicos. Se por um lado os cientistas concordam que esses jogos podem melhorar a percepção da realidade e auxiliar na formação da personalidade, os prejuízos podem ser bem maiores e mais duradouros. As crianças que ficam jogando por muito tempo podem apresentar problemas de socialização, problemas de postura e lesões por movimentos repetitivos, mas o pior de todos os malefícios causados pelos jogos, são os distúrbios psicológicos: irritabilidade, agressividade, depressão e compulsão.

A escola, neste cenário, é um espaço seguro onde as crianças podem brincar umas com as outras, correr, fazer exercícios e desenvolver capacidades importantes, como a atenção, a memória, a imitação e a imaginação, sendo indispensável para reverter os malefícios do uso abusivo de tecnologias. Ao brincar, as crianças exploram a realidade e se apropriam da cultura na qual estão inseridas, compreendendo as regras e papéis sociais. Para além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, o brincar proporciona o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração, por isso o brincar tem de estar na escola.  

quinta-feira, 21 de julho de 2016

CONTOS DE FADAS MODERNO

CONTOS DE FADAS MODERNO

A disciplina de literatura propôs uma atividade sobre gênero em histórias infantis que permite conversar sobre inúmeras vertentes. Particularmente, constatei que em meio a tantas mudanças no comportamento feminino, os contos de fadas tradicionais parecem não se adequar aos padrões atuais. Enquanto retratam esteriótipos de mulheres completamente idealizadas - sempre com boa aparência, perfumadas e gentis e ao mesmo tempo donas de casa impecáveis - a realidade é que a expansão do movimento feminista ocorre junto com a mudança comportamental deste sexo: as universidades brasileiras já possuem mais estudantes do sexo feminino do que masculino; atualmente existe a divisão das tarefas domésticas entre integrantes da moradia; algumas propagandas destinadas à mulher já buscam uma abordagem que critica o machismo. Conclusão: histórias como "Branca de Neve", "Cinderela" e "A Bela Adormecida" se tornaram atemporais e precisam de uma releitura para transmitirem uma mensagem que seja realmente válida.
Nos contos de fada atuais já é possível verificar uma mudança significativa no retrato da mulher. Por exemplo, conseguimos contemplar personagens incríveis como a Mérida, do filme Valente. Esta princesa desconstrói qualquer padrão com seus ideais nada tradicionais, seus gestos e beleza nada delicados e sua paixão pelo arco e flecha. Uma história como esta pode legar muito mais valor às crianças na medida em que trabalha com uma percepção mais igualitária da mulher e menos preconceituosa e retrógrada. Além disso, exalta uma beleza tida como exótica, demonstrando que cada pessoa possui particularidades em sua aparência e a diversidade é muito mais relevante do que um modelo único de perfeição.

domingo, 17 de julho de 2016

MÚSICA NA ESCOLA



MÚSICA NA ESCOLA

Historiadores costumam diferenciar o homo sapiens sapiens dos seus antecessores devido à capacidade de desenvolver cultura. Isto é, a partir do momento em que iniciou-se a produção de esculturas, desenhos rupestres e instrumentos com diferentes utilidades é que nos tornamos humanos. Então, como é possível no Brasil a educação fechar os olhos para o desenvolvimento de atividades relacionadas à arte em geral, se ela é tão relevante para nós?

Por lei, "música" deveria ser matéria obrigatória das escolas, mas isto é uma realidade totalmente idealizada, principalmente no ensino público. Trazer instrumentos para dentro de sala de aula, além de obras de grandes músicos e poetas proporciona aos estudantes um momento cultural indispensável para desenvolvimento de pessoas mais empáticas, sensíveis e eruditas, embora não haja material nem professores de música para realizar um trabalho mais especializado, nada impede que os professores realizem atividades que explorem a riqueza musical. Não há como negar que a música desperta sentimentos que perpassam os nossos mais diversos estados de espírito, isso significa explorar uma competência da classe que hoje é muito negligenciada, o seu lado poético. O quão interessante é trazer letras do Mano Brown que tratam de desigualdade, racismo e exclusão social em uma turma majoritariamente pobre e negra? Ou o quão relevante seria inserir músicas da Bossa Nova para ensinar a euforia vivida pelo Brasil no governo de JK? Ou Gabriel , o Pensador para discutirmos o atual momento político e social do Brasil? Esses assuntos não revelam quem somos? Com certeza sim. Portanto, trabalhar música em sala de aula é trabalhar literatura, história, cidadania.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR

A aula presencial foi providencial para refletirmos sobre alguns aspectos da importância do brincar para o desenvolvimento social, intelectual e moral das crianças. As brincadeiras livres ou com intencionalidade de alguma aprendizagem específica promovem o desenvolvimento de habilidades como: atenção, concentração, memória, criatividade e raciocínio lógico. Além de todos esses benefícios, os jogos e brincadeiras  se constituem numa forma prazerosa de aprender e de promover a interação social.

No curta  “Bilú e João” , vídeo sugerido na disciplina de Ludicidade , há uma cena em que os meninos fazem um tabuleiro com uma caixa de madeira e pregos e jogam com uma moeda. Esta cena é bastante significativa porque revela a espontaneidade das crianças e o desejo de brincar, apesar da dura rotina de trabalho e de luta pela sobrevivência nas ruas.  Estes meninos e meninas, a quem é, diariamente,  negado o direito à infância,  representam  a essência do que é ser criança, pois em face de tanta adversidade são capazes de encontrar tempo e disposição para  inventar um jogo e se divertir compartilhando com o grupo. Esta é uma prova de que as crianças não necessitam e não devem receber somente brinquedos prontos, o ato de criar um brinquedo já faz parte da brincadeira e possibilita o desenvolvimento da capacidade criativa. 

CURRÍCULO ESCOLAR E DIVERSIDADE

 CURRÍCULO ESCOLAR E DIVERSIDADE

Iniciamos a disciplina de Literatura tratando de um tema de relevante importância no cotidiano escolar: a diversidade.
Nossa história é marcada por conflitos étnicos, lutas de classes e relações de poder. Com o advento da  globalização, nossa sociedade está cada vez mais composta de identidades plurais de gênero, raça, classe social, valores e tradições.  A escola está inserida neste contexto social  e, portanto,  não está imune a presença desses antagonismos . Os  Parâmetros Curriculares Nacionais, incluindo entre os temas transversais, o da pluralidade cultural prevê:
 O grande desafio da escola é reconhecer a diversidade como parte inseparável da identidade nacional e dar a conhecer a riqueza representada por essa diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, investindo na superação de qualquer tipo de discriminação e valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a sociedade (BRASIL, 1998, p.117).
A escola é responsável por disseminar valores como o respeito, a cidadania crítica e a valorização da pluralidade. Como educador é nossa função dar visibilidade à riqueza cultural dos povos para que as crianças aprendam a respeitar e valorizar o “outro”. Precisamos ainda problematizar a questão das desigualdades, sua origem e consequências nas relações sociais.

Considero a literatura uma grande aliada na formação das crianças e é do professor a função de selecionar as obras  a serem trabalhadas com o objetivo de trazer o mundo para a sala de aula. Não um mundo idealizado e perfeito, mas o mundo real, multicultural, heterogêneo e diverso. É lógico que as crianças vão ter contato com todo tipo de literatura, inclusive as que retratam as diferenças de maneira equivocada, porém quando a escola abre espaço para discussão, para abordagem de temas do nosso cotidiano, os alunos vão adquirindo um referencial para formação de seus valores e percebem que o mundo não é monocromático nem homogêneo e é justamente aí que reside toda sua beleza . 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

TRABALHANDO POESIA E MÚSICA NA SALA DE AULA

TRABALHANDO POESIA E MÚSICA NA SALA DE AULA

Tarefa proposta na disciplina de Literatura, fazer uma atividade envolvendo poesia. Como este ano estou no administrativo, recorri às colegas e pedi espaço para trabalhar com a turma do 5º ano. A proposta era trabalhar a seguinte poesia:

Venha cá meu balãozinho                             Todas matas pegam fogo
Diga aonde você vai                                      Passarinhos vão morrer
Vou fugindo, vou pra longe                           E os rios vão secando
Vou pra casa de meu pai                                E não podem mais correr

Ah, ah, ah, mais que tolice!                           Eu já estou aborrecido               
Nunca vi balão ter pai                                   Quanto mal faz um balão
Fique quieto neste canto                               Vou ficar bem quietinho
Que daqui você não sai                                 Amarrado no cordão

Quando a noite for chegando
Onde irá você descer
Se cair em nossas matas
O que vai acontecer?


Exploramos a estrutura do poema, as rimas e a mensagem. Conversamos sobre as festas juninas que, no Brasil, correspondem à devoção dos santos - Antônio, João e Pedro- que geralmente são realizadas entre os dias 13 e 29 de junho, e tem significados que vão além de questões religiosas, pois surgiram com intuito de comemorar a colheita do milho. Os alunos pesquisaram na internet a respeito das festas e relataram que no Nordeste, as Festas Juninas são grandes eventos que atraem multidões e alavancam a economia local. Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, realizam comemorações com disputa de quadrilhas e receitas típicas da festa, como o quentão, o mingau de milho verde, milho cozido, canjica, pé de moleque e várias outras receitas derivadas do milho. Tudo para que o folclore do Brasil permaneça existindo nas próximas gerações. Conversamos ainda sobre a responsabilidade social e o perigo representado pela tradição de soltar balões, devido  aos prejuízos causados à natureza e os animais. Os alunos declamaram, cantaram e para encerrar construíram balões de São João utilizando a técnica da dobradura, enfeitamos a sala e fizemos um lanche coletivo com as comidas típicas das festas juninas.

COMO AS HISTÓRIAS CHEGAM ÀS CRIANÇAS?

"...as fábulas são verdadeiras. São, tomadas em conjunto, em sua sempre repetida e variada casuística de vivências humanas, uma explicação geral da vida, nascida em tempos remotos e alimentada pela lenta ruminação das consciências camponesas até nossos dias; são o catálogo do destino que pode caber a um homem e a uma mulher, sobretudo pela parte da vida que justamente é o perfazer de um destino: a juventude, do nascimento que tantas vezes carrega consigo um auspício ou uma condenação, ao afastamento de casa, às provas para tornar-se adulto e depois maduro, para confirmar-se como ser humano." Ítalo Calvino 


Se as crianças nascem em famílias desfavorecidas financeiramente, onde um livro é supérfluo, um luxo onde falta o pão, então, como as histórias chegam até as crianças? 
Por certo, embora pobres, muitas crianças já ouviram diversos contos de fadas antes mesmo de chegarem à escola, pois esses antes de serem escritos já tinham esta peculiaridade de passar de boca em boca encantando e surpreendendo ouvintes atentos. Mas e os livros? Como chegam as crianças que não podem comprar? 
Felizmente a escola, hoje, é responsável por apresentar às crianças, principalmente aquelas que não têm acesso  à cultura, uma variedade de gêneros literários. Nossas bibliotecas têm recebido muitos livros de qualidade e para mim, que sempre fui uma leitora voraz, considero isto uma enorme evolução. Quando eu era criança, as bibliotecas das escolas aonde estudei tinham a finalidade de oferecer livros para pesquisa, portanto não ofereciam livros de literatura e, por isso, não tive muitas escolhas e cresci lendo o que por ventura chegava às minhas mãos, sem nenhum tipo de seleção. Na adolescência descobri a Biblioteca Pública de Porto Alegre e foi como se me abrissem as portas do paraíso, pois finalmente tive acesso a uma grande variedade de títulos e gêneros literários.  
Almejo que a escola seja o paraíso dos leitores, que os professores sejam capazes de  encantar as crianças ao lerem para elas histórias mágicas e cheias de aventura, porque a melhor maneira de incentivar a leitura é lendo para as crianças e oferecendo-lhes livros atraentes que despertem a curiosidade de desvendar  o que se esconde em cada página e também a possibilidade de se aventurar em outras vidas, em outros lugares e, assim, se encontrar e se reconhecer.

terça-feira, 12 de julho de 2016

QUEM TEM MEDO DA MATEMÁTICA?

QUEM TEM MEDO DA MATEMÁTICA?

A matemática é uma das ferramentas mais importantes para o desenvolvimento do intelecto humano, porém a forma como essa ferramenta é abordada na escola está em desacordo  com o processo de aprendizagem das crianças. É interessante observar que crianças acostumadas a lidar com dinheiro- fazer compras para casa, administrar a mesada e realizar  diversas outras atividades práticas que envolvem a lógica- na escola apresentam baixo rendimento na matemática. Alguns estudiosos desenvolveram pesquisas sobre  o porquê de muitas crianças fracassarem nesta área, como por exemplo, Freitag (1984) que afirma não haver relação entre o nível de desenvolvimento cognitivo e o rendimento escolar das crianças em matemática. Segundo ele:
    [...] “mesmo alunos que se encontram em estágio “certo” segundo a expectativa teórica de Piaget, ou seja, na entrada do estágio formal (ou nele em estabilização ou estabilizado) apresentam um nível muito elevado de notas baixas e mesmo reprovações (Freitag, 1984, p.199).    
O conhecimento lógico matemático segundo Piaget (1978), é uma construção que resulta da ação mental da criança sobre o mundo, construído a partir de relações que a criança elabora na sua atividade de pensar o mundo, e também das ações sobre os objetos. Portanto não pode ser ensinada por repetição ou verbalização.
Abordar  o ensino da matemática por meio de jogos e atividades lúdicas, dentro da proposta pedagógica da escola é uma forma de resolver problemas de forma significativa, potencializando, assim, a aprendizagem. Os jogos e brincadeiras possibilitam a apreensão de diversas habilidades necessárias à construção do raciocínio matemático de forma prazerosa e interessante para as crianças. Além disso, esta  prática pedagógica diminui o sentimento de incapacidade que alguns alunos têm em relação à matemática, melhorando sua autoestima.
 




PROTAGONISMO

PROTAGONISMO
Esta semana realizamos a Feira de Ciências na nossa escola e a sugestão foi trabalhar com projetos individuais, os alunos do 5º ao 9º ano fizeram seus projetos de acordo com seu interesse pessoal. Conduzimos os projetos conforme o que aprendemos nas aulas do seminário integrador III, isto é, a partir de questionamentos e interesses próprios formaram-se os grupos e os professores forneceram o suporte necessário, em todas as áreas do conhecimento. Cada grupo desenvolveu seu projeto para apresentação à comunidade escolar no dia da feira. Os resultados foram excelentes, os alunos deram seguimento aos projetos de forma independente e autônoma, pesquisaram e construíram a partir dos recursos que tinham e, com certeza, superaram seus limites e nossas expectativas. Essa troca de experiências e aprendizado ocorreu de tal forma que se inverteram os papéis, os professores fizeram-se ouvintes atentos às lições de química, física, matemática e biologia que os autores dos projetos ministraram. Talvez caiba aqui uma reflexão sobre a importância de colocar em prática aquela gama de teoria ofertada pela escola no dia-a-dia. Mais relevante do que decorar, é conseguir aplicar e dar sentido ao conhecimento adquirido em sala de aula. Os alunos demonstraram que são capazes de traduzir as palavras do caderno em ações concretas com ideias bem singulares. Às vezes, neste ideal de mentor e aprendiz, desconsideramos a capacidade do aluno e, por vezes, acabamos por nos surpreender com seu grande potencial. Ver que aquelas pessoas que temos contato diário possuem qualidades individuais incríveis gera um sentimento de orgulho e motivação para nos reinventarmos como professor e proporcionar o melhor que temos para uma classe com um futuro incerto e cheio de maravilhosas possibilidades. 

RIQUEZA DE HISTÓRIAS

RIQUEZA DE HISTÓRIAS

A atividade proposta na disciplina de Libras desta semana incluía o vídeo “O Perigo de uma História Única”, cujo  conteúdo é a palestra de uma escritora africana que aborda as consequências nefastas de formarmos opiniões baseadas em um único ponto de vista - logicamente com a intenção de que fizéssemos um link com nossos preconceitos em relação às pessoas surdas, o que, ao menos no meu caso, funcionou. É claro que o vídeo foi mais um entre tantos outros recursos utilizados nesta disciplina para ampliar nossa visão sobre a cultura surda, nos permitir entrar em contato com diversas histórias deslocando nosso olhar, antes focado no que considerávamos uma deficiência, para uma riqueza de histórias. Histórias que vão além de uma peculiaridade, histórias de luta para ter reconhecido um direito a língua e a participação na sociedade em igualdade de condições com os ouvintes. Histórias de superação, de conquistas, de talentos. Nesta disciplina aprendemos um pouquinho de Libras, mas o mais importante, desconstruímos alguns conceitos errados e deixamos de ser vulneráveis a uma história única.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

LUDICIDADE

Ao iniciar a leitura dos textos sobre ludicidade e as contribuições das colegas nos fóruns comecei a relembrar momentos da minha infância há muito tempo adormecidos na memória. Os jogos sempre fizeram parte das minhas brincadeiras preferidas e em casa meu pai sempre que podia participava dos jogos de tabuleiro, de cartas, dominó e toda sorte de outros jogos que tínhamos acesso. Hoje percebo o quanto foi importante este contato, a participação dos pais nas brincadeiras dos filhos estabelece um canal de comunicação que se estende a outros setores do relacionamento familiar. O fato do pai ou da mãe estarem presentes interagindo com as crianças nas brincadeiras proporciona uma intimidade conquistada em momentos prazerosos, de diversão e favorecem a introjeção de valores e atitudes positivas. 

ENCANTAMENTO PELA MÚSICA

A leitura dos textos de música me influenciou a buscar atividades que proporcionassem aos alunos vivências nesta área, por isso no mês de maio participamos de duas atividades muito interessantes: uma Oficina de Percussão na UFRGS  e um concerto da Orquestra de Câmara no Theatro São Pedro. As duas atividades tiveram uma grande aceitação dos alunos que participaram interagindo com os músicos.
Na oficina de percussão as crianças puderam manusear e tocar alguns instrumentos musicais, adoraram e contribuíram com seus conhecimentos e aptidões. No Theatro São Pedro usufruíram de uma    experiência musical fascinante: conheceram o funcionamento de uma orquestra e as peculiaridades do som de cada instrumento – violino, viola violoncelo e contrabaixo - o “concerto - aula” teve a participação especial de instrumentistas de sopros: flauta, oboé, clarinete, fagote e trompete. Durante o encontro, de aproximadamente 60 minutos,  apreciaram algumas obras de compositores célebres como: Mozart, Bach, Vivaldi. No repertório também  Ennio Morricone (ganhador do Oscar 2016 de melhor trilha sonora) e grandes nomes da MPB: Tom Jobim, Toquinho e Vinicius de Moraes.
Valeu muito a pena participar destas duas atividades e presenciar o encantamento dos alunos que num momento de puro prazer cantaram, tocaram e ouviram música de qualidade. A musicalidade é realmente um traço do ser humano, como lemos no texto da Leda  Maffioletti e cabe também à escola despertar o gosto pela música nos alunos.

INCLUSÃO X EXCLUSÃO

Na aula de Seminário Integrador III, desta semana, nos foi proposto responder a seguinte questão: “ A inclusão escolar é um problema ou uma solução?” 
A respeito deste questionamento faço as seguintes colocações:
- A nova política nacional de educação especial é um texto inovador que traça as diretrizes para que as redes de ensino reavaliem suas práticas educacionais no intuito de garantir o direito à educação para todos, propondo uma escola inclusiva, sem seleção ou segregação. O texto é explícito no que tange ao Atendimento Educacional Especializado – AEE orientando as escolas a organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade removendo barreiras e promovendo um atendimento que visa dar autonomia e independência aos alunos de inclusão dentro e fora da escola. O texto é maravilhoso, mas usando um ditado popular parece que  “colocou-se a carroça a frente dos bois”, ou  seja, ofertou-se as vagas na escola comum para os alunos de inclusão antes mesmo de preparar os professores e o ambiente escolar para recebê-los. Logo as escolas passaram a matricular alunos com todo tipo de  deficiências físicas e intelectuais sem que houvesse a implantação de salas de recursos, a oferta de professor auxiliar , a preparação dos ambientes para acessibilidade dos cadeirantes e principalmente a adaptação do currículo e das práticas pedagógicas.
Hoje todos sofrem as consequências, os professores porque não dão conta de atender  a todos os alunos numa sala de aula com poucos recursos e sem nenhum auxílio; os alunos porque não recebem o atendimento com a qualidade a que têm direito; os pais porque a escola não consegue atender a demanda dos filhos.
Preciso deixar claro que a resposta do nosso grupo foi que a inclusão é solução, porém não da forma como foi feita. E este é meu posicionamento pessoal, que reforço diariamente ao acompanhar  a trajetória escolar  dos muitos alunos de inclusão que fizeram ou fazem parte da nossa escola. Os benefícios são visíveis, pois as crianças aprendem a conviver com as diferenças acolhendo e auxiliando os colegas, sendo  este contato fundamental para o desenvolvimento socioafetivo  e cognitivo dos alunos com necessidades especiais .