PROTAGONISMO
Esta semana realizamos a Feira de
Ciências na nossa escola e a sugestão foi trabalhar com projetos individuais,
os alunos do 5º ao 9º ano fizeram seus projetos de acordo com seu interesse
pessoal. Conduzimos os projetos conforme o que aprendemos nas aulas do
seminário integrador III, isto é, a partir de questionamentos e interesses
próprios formaram-se os grupos e os professores forneceram o suporte
necessário, em todas as áreas do conhecimento. Cada grupo desenvolveu seu
projeto para apresentação à comunidade escolar no dia da feira. Os resultados
foram excelentes, os alunos deram seguimento aos projetos de forma independente
e autônoma, pesquisaram e construíram a partir dos recursos que tinham e, com
certeza, superaram seus limites e nossas expectativas. Essa troca de experiências
e aprendizado ocorreu de tal forma que se inverteram os papéis, os professores fizeram-se
ouvintes atentos às lições de química, física, matemática e biologia que os autores dos
projetos ministraram. Talvez caiba aqui uma reflexão sobre a importância de
colocar em prática aquela gama de teoria ofertada pela escola no dia-a-dia.
Mais relevante do que decorar, é conseguir aplicar e dar sentido ao
conhecimento adquirido em sala de aula. Os alunos demonstraram que são capazes
de traduzir as palavras do caderno em ações concretas com ideias bem
singulares. Às vezes, neste ideal de mentor e aprendiz, desconsideramos a
capacidade do aluno e, por vezes, acabamos por nos surpreender com seu grande
potencial. Ver que aquelas pessoas que temos contato diário possuem qualidades
individuais incríveis gera um sentimento de orgulho e motivação para nos
reinventarmos como professor e proporcionar o melhor que temos para uma classe
com um futuro incerto e cheio de maravilhosas possibilidades.