[...] Clarice Lispector, escritora
ucraniana que viveu no nosso país tem uma frase magnífica que, sintetizada,
dizia: “O melhor de mim é aquilo que eu não sei”, ou, no escrito dela, “aquilo
que desconheço é minha melhor parte”. Porque aquilo que já sei é mera repetição,
mas aquilo que eu não sei é o que me renova, o que me faz crescer. O
conhecimento é algo que me reinventa, recria, renova. Por isso, é preciso ter
humildade para que possamos aprender a fazer melhor aquilo que fazemos. Para
que aquilo que realizamos sirva para a vida em abundância. Você não precisa
deixar o lugar em que está para fazer melhor. É fazer melhor onde você está.
(CORTELLA, 2014 p.47).
Estamos iniciando os projetos do SI e tenho certeza de que,
assim como eu, minhas colegas de grupo estão aproveitando esta oportunidade
para reinventarem-se, todas estamos buscando fazer melhor aquilo que fizemos diariamente: ensinar e
aprender. Embora estejamos trabalhando com turmas bem diferentes- a Núbia no primeiro
ano, a Ester com o terceiro e eu com o oitavo ano- pude perceber que as três turmas têm em comum a vontade de
aprender, de viver a experiência desta nova metodologia que lhes confere
autonomia e protagonismo. Cada uma de nós irá enfrentar dificuldades na
execução do projeto daqui pra frente, pois contamos com poucos recursos, minha
escola, por exemplo, não tem internet, o que dificulta bastante a ação. As gurias enfrentarão problemas em
conduzir o projeto articulando com os conteúdos e com a alfabetização, porque
exigirá muita reflexão ao realizar o
planejamento. Mas nossa realidade é esta e é com ela que teremos que lidar,
nunca haverá uma ocasião perfeita, ou uma hora melhor. Parafraseando Cortella,
este é o nosso lugar de fazer melhor. Vamos à luta!