Segunda-feira, três de abril,
aula do Seminário Integrador V (inacreditável como o tempo voa), a proposta foi
refletir sobre o que constituiu para cada um de nós um entrave ou obstáculo nos semestres anteriores do PEAD. Na maioria
dos grupos surgiu a questão “tempo”, ou melhor, a falta dele. Uma colega
alertou para o fato de que esta é uma peculiaridade da profissão de professor
que cumpre uma carga horária excessiva e sempre tem uma infinidade de trabalhos
extraclasse para realizar. A falta de
tempo para realizar as tarefas cotidianas foi a primeira coisa que me ocorreu
também, assim como a maioria das minhas colegas, vivo constantemente correndo
atrás de uma quantidade enorme de afazeres e vou empurrando para amanhã ou depois os compromissos
com aqueles que me são mais caros: o cinema com os filhos, o almoço com os
pais, o cafezinho com os amigos...
Todos os dias, abdicamos de
pequenos prazeres, mas isto ocorre porque perseguimos um objetivo, queremos nos
formar e este é o nosso foco neste
momento de nossas vidas. Esta dinâmica me fez lembrar os textos do semestre
passado que abordavam a temática: tempo e espaço.
“Embora o tempo siga seu curso, temos
de tomar consciência de que nosso tempo deve ser algo próprio, algo que nos
ocorre e em que podemos intervir ativamente, convertendo-o em um tempo vivido e
sentido e conscientemente assumido por cada um de nós.” (GÓMEZ, 2004, p.50).
Este tempo que estamos vivendo
não é tempo perdido, é um tempo de que nos apropriamos conscientemente, tempo
que assumimos para nossa formação, é um tempo vivido intensamente, mas do qual
não precisamos nos tornar prisioneiros, com organização, disciplina e pró-atividade
haveremos de encontrar um espaço de vida para além das escolas e do PEAD porque,
afinal, ninguém é de ferro.
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