Iniciamos o eixo VII do PEAD (parece mentira que passou tão
rápido) e na aula presencial do Seminário Integrador fomos convidados a
refletir sobre o curta “Escolas Democráticas”. A semelhança com a realidade das
nossas escolas não é, certamente, uma coincidência, e sim uma crítica a um
sistema educacional que não contempla as especificidades de um alunado que é
produto da terceira revolução industrial, onde os meios de comunicação estão
instrumentalizados pela informática e pela internet.
Nossas escolas trazem, ainda, muitas marcas de um modelo
educacional centrado na figura do professor e dependente de uma organização
rígida de tempo e espaço para que possa dar conta de um grande número de alunos
por turma em salas pequenas e sem nenhuma infra-estrutura ou tecnologia. Por
isso, não é difícil entender o porquê das permanências na organização do tempo,
nas metodologias e nas relações que se estabelecem entre os atores da escola
pública no Brasil.
A educação é uma eterna vítima do descaso dos governantes
deste país, o discurso velho e amarrotado da falta de verbas é a justificativa
para o sucateamento das escolas públicas. Sobre o professor recai, então, toda
responsabilidade pela melhoria da qualidade do ensino. A sociedade quer uma
revolução na escola, mas armam os professores com giz e mimeógrafo. É preciso
se ter consciência que a verdadeira revolução na educação passa pela
participação de toda sociedade, se a comunidade não conhece a realidade da
escola, se não participa das decisões, também não se sente responsável por
reivindicar e por cobrar providências dos órgãos públicos. A escola pública
precisa de investimento em tecnologia, em material didático atrativo, em
espaços físicos adequados e em recursos humanos capacitados e dignamente
remunerados.
O que ainda sustentava a educação era a vontade dos
professores, mas nossa classe acabou sendo contaminada pela falta de perspectiva
e de esperança. Entretanto, ainda encontramos professores que realizam um
milagre por dia na tentativa de fazer a diferença nas comunidades em que
trabalham e na vida de seus alunos. São estes profissionais que me inspiram e
que alimentam minha fé nas mudanças.