terça-feira, 13 de outubro de 2015

Memórias de Porto Alegre

Nesta semana, na aula presencial do PEAD, tivemos a oportunidade de viajar no tempo, através de fotografias antigas de POA, fotos como estas que estou postando abaixo. Muitas vezes não nos damos conta de todas as mudanças que ocorrem em uma geração, não me refiro apenas às modificações na paisagem, mas principalmente às modificações que dizem respeito aos costumes e valores sociais, que vemos retratados e eternizados nestas fotografias.
Enchente de 1941
Na foto, ao fundo, o Mercado Público tomado pelas águas.

Praia do Riacho
Nome pelo qual era conhecido o Arroio Dilúvio.

Mercado Público


Bonde Partenon descendo a Borges de Medeiros. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Maquinaria Escolar x Escola Atual


Começo esta reflexão citando o mestre Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade,sem ela tampouco a sociedade muda”
O texto “A Maquinaria Escolar” foi a proposta de leitura da disciplina Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica. É triste pensar que as escolas não mudaram muito desde sua concepção, transcorridos mais de dois séculos a configuração semelhante a fábricas se mantém; o apito que indica a hora de entrada e saída; a compartimentalização do saber; a disposição das classes denunciam a manutenção dos conceitos que estão na origem da instituição. Não se contesta a importância da escola na sociedade, porém o mundo mudou, a clientela da escola mudou, o acesso a informação mudou, somente a escola se manteve no estática. Desta forma não é possível dar conta de educar e preparar crianças e adolescentes para o mundo. A escola precisa se renovar, mas as mudanças devem ser profundas e estruturais . O Brasil é um país rico, com grande potencial de desenvolvimento, mas continua entre os países com piores índices no que se refere a educação. Precisamos parar com os discursos vazios e encarar esta luta pela qualidade de ensino e pela valorização dos profissionais da educação.

Vivenciando a Alfabetização


Aula maravilhosa com a Professora Annamaria Rangel, atividade provocadora que nos colocou no lugar das crianças que estão iniciando sua alfabetização – insegurança, dificuldade de copiar, estranhamento com o alfabeto árabe- foram algumas das dificuldades e sentimentos que tivemos de lidar. Sentimentos que permeiam a alfabetização e que, enquanto professores, acabamos negligenciando. Além do aprendizado a aula nos valeu a reflexão de nossa prática diária; a necessidade de estabelecermos uma empatia com nossos pequenos estudantes que estão descobrindo o mundo da leitura e da escrita, buscando atividades significativas que realmente agreguem conhecimento.


Dialogando com a Imaginação


Primeira aula presencial do PEAD, somos convidadas a falar sobre infância. Ouvindo o relato das colegas lembramos de coisas que estavam adormecidas; experiências, brincadeiras, vivências que nos constituíram, que forjaram os adultos que nos tornamos. Nesta aula debatemos sobre o vídeo “Lilinho Panvel” e nos foi sugerido o documentário “Território do brincar”, Não é possível deixar de refletir e comparar os vídeos no que concerne a capacidade e a força que a criança tem de 'digerir' o cotidiano através do brincar. O adulto presta um desserviço à criança quando quer poupá-la da vida real. É a vivência diária, as tristezas, as contrariedades e as frustrações que nos ensinam a lidar com o mundo. A criança ganha autonomia ao brincar, aprende e cresce, por isso a escola deve aproveitar esse encantamento e ensinar de forma lúdica,

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Educação Numa Sociedade Pós-Moderna

Tenho refletido bastante sobre como educar crianças que são fruto dessa sociedade em constante transformação, sem referências estáveis, pois até mesmo o núcleo familiar está em constante mutação. Não é difícil de entender que a mídia ocupe espaço e se estabeleça no imaginário infantil criando uma ideia de felicidade pelo consumo. É no objeto de consumo que se coloca a satisfação, o preenchimento de um vazio deixado pelas certezas de outrora. Nada mais é constante, nada é para sempre, nem a esperança no futuro. Penso que talvez estejamos num ponto de desconstrução de valores e verdades universais, no momento fisgados por uma sociedade consumista, porém acredito que possamos achar um rumo, novas verdades e novos valores no que nos resta de humanidade.