Na aula de Seminário Integrador III, desta semana, nos foi proposto responder a seguinte questão: “ A inclusão escolar é um problema ou uma solução?”
A respeito deste questionamento faço as seguintes colocações:
- A nova política nacional de educação especial é um texto inovador que traça as diretrizes para que as redes de ensino reavaliem suas práticas educacionais no intuito de garantir o direito à educação para todos, propondo uma escola inclusiva, sem seleção ou segregação. O texto é explícito no que tange ao Atendimento Educacional Especializado – AEE orientando as escolas a organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade removendo barreiras e promovendo um atendimento que visa dar autonomia e independência aos alunos de inclusão dentro e fora da escola. O texto é maravilhoso, mas usando um ditado popular parece que “colocou-se a carroça a frente dos bois”, ou seja, ofertou-se as vagas na escola comum para os alunos de inclusão antes mesmo de preparar os professores e o ambiente escolar para recebê-los. Logo as escolas passaram a matricular alunos com todo tipo de deficiências físicas e intelectuais sem que houvesse a implantação de salas de recursos, a oferta de professor auxiliar , a preparação dos ambientes para acessibilidade dos cadeirantes e principalmente a adaptação do currículo e das práticas pedagógicas.
Hoje todos sofrem as consequências, os professores porque não dão conta de atender a todos os alunos numa sala de aula com poucos recursos e sem nenhum auxílio; os alunos porque não recebem o atendimento com a qualidade a que têm direito; os pais porque a escola não consegue atender a demanda dos filhos.
Preciso deixar claro que a resposta do nosso grupo foi que a inclusão é solução, porém não da forma como foi feita. E este é meu posicionamento pessoal, que reforço diariamente ao acompanhar a trajetória escolar dos muitos alunos de inclusão que fizeram ou fazem parte da nossa escola. Os benefícios são visíveis, pois as crianças aprendem a conviver com as diferenças acolhendo e auxiliando os colegas, sendo este contato fundamental para o desenvolvimento socioafetivo e cognitivo dos alunos com necessidades especiais .
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