A partir dos anos 80 vivenciei
uma revolução tecnológica que alterou completamente meu relacionamento com o
mundo. Esta revolução exigiu de mim, uma “imigrante digital”, um esforço diário
de atualização e adaptação às novas tecnologias e também às possibilidades que
se abriram no trabalho, nos estudos, no meu gerenciamento financeiro e nas
interações sociais. Foi preciso coragem para explorar, aprender e fazer uso de
novas ferramentas.
Em contrapartida, as crianças e os adolescentes
de hoje, chamados de “nativos digitais”, por serem frutos da era da informação
e da comunicação têm acesso a uma gama enorme de conteúdos e uma relação de
muita intimidade com a tecnologia. Por isso, nosso papel como educadores não
reside em apresentar a tecnologia aos alunos, mas em ensiná-los a usá-la com consciência
e ética. O professor deve ensinar o aluno a buscar o conhecimento, a
preservar-se das armadilhas da internet, evitando exposição excessiva, e a opinar
com responsabilidade. Este é o desafio do professor e uma responsabilidade que precisamos
agregar a tantas outras já postas à nossa profissão de educadores.
Nenhum comentário:
Postar um comentário