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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

TIC's NA EJA

Sexta-feira passada realizamos na escola, com os alunos da EJA,  nossa primeira Feira de Ciências, resultado dos projetos de aprendizagem do semestre. Os trabalhos foram bem diversificados e a apresentação um desafio, pois a maioria dos alunos tem vergonha de falar em público. A proposta era utilizar a tecnologia na pesquisa, elaboração e apresentação dos trabalhos. O público da EJA, atualmente, é bastante heterogêneo. Uma parte composta por alunos oriundos do ensino regular e com idade entre quinze e dezoito anos e outra parte constituída por alunos mais velhos que trabalham ou que já estão aposentados, mas desejam completar sua escolarização. Conversando com os alunos percebemos que muitos não tinham acesso ou não utilizavam as tecnologias de informação (TIC), computadores ou celulares. Os alunos mais jovens utilizavam o computador ou celular apenas para entrar nas redes sociais. Por isso inserimos no nosso planejamento um tempo para utilização das tecnologias como ferramenta para pesquisa e apresentação dos trabalhos. Foi um grande desafio, pois os alunos mais velhos não sabiam nem ao menos ligar o computador, embora estivessem muito motivados a aprender. Promover a inclusão digital dos alunos da EJA é de certa forma dar-lhes autonomia para aprender, pois mesmo os alunos mais jovens e que estão habituados a lidar com computadores e celulares não sabiam pesquisar ou utilizar programas como o Word, PowerPoint, Excel, entre outros. Para PRENSKY (2011:
 (...) se os professores quiserem ajudar os alunos do século 21 a aprender. Alguns acham que a pedagogia vai mudar automaticamente, assim que os "nativos digitais" se tornarem professores. Eu discordo. Há pressões forçando os professores novos a adotar métodos antigos. Nós precisamos fazer um grande esforço de mudança. Primeiro, mudar a forma como nós ensinamos --nossas pedagogias. Depois, mudar a tecnologia que nos dá suporte. Finalmente, mudar o que nós ensinamos --nosso currículo-- para estarmos em acordo com o contexto e as necessidades do século 21.”

O nível dos trabalhos apresentados foi a confirmação que o esforço valeu a pena.