Mostrando postagens com marcador #2ªsemanadejunho#didática#linguagens#consciênciafonológica#. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #2ªsemanadejunho#didática#linguagens#consciênciafonológica#. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de junho de 2018

ANÁLISE DE UMA PRÁTICA


           Realizamos uma atividade solicitada pela disciplina de Didática, explorando rimas. A atividade com rimas possibilita que as crianças desenvolvam a consciência fonológica. A consciência fonológica refere-se tanto à consciência de que a fala pode ser segmentada quanto à habilidade de manipular tais segmentos, e se desenvolve gradualmente à medida que a criança vai tomando consciência do sistema sonoro da língua, ou seja, de palavras, sílabas e fonemas como unidades identificáveis (Capovilla &Capovilla, 2000b).
          As crianças na idade de 7 e 8 anos encontram-se, segundo Piaget, no estágio das operações concretas. Neste período do desenvolvimento infantil ocorre o início da capacidade de usar a lógica, a capacidade de compreender e lembrar-se de fatos, a auto-análise,  a possibilidade de compreensão dos próprios erros  e o planejamento das ações.  Contudo, embora a criança consiga raciocinar de forma coerente, tanto os esquemas conceituais como as ações executadas mentalmente se referem, nesta fase, a objetos ou situações passíveis de serem manipuladas ou imaginadas de forma concreta. Em relação à linguagem a criança começa a abandonar a fala egocêntrica, característica do período anterior de desenvolvimento, o pré-operatório. Desta forma é importante explorar atividades que oportunizem as crianças refletirem sobre a escrita e sobre os significados sociais dela. Além disto, a exposição da criança a atividades que explorem a manipulação consciente dos sons favorece a linguagem escrita, pois há uma relação de reciprocidade entre o desenvolvimento das habilidades metalinguísticas e da leitura e escrita, em que um impulsiona o desenvolvimento do outro.
          As atividades lúdicas que envolvem música e rimas são excelentes para a ampliação do vocabulário infantil, bem como para o aprendizado de conteúdos e a socialização, pois, segundo Piaget,  o compartilhamento de noções e signos com uma comunidade de falantes faz com que a criança se aproprie da cultura.
         Tanto Piaget quanto Vigotsky concordam com a importância das interações sociais para o desenvolvimento cognitivo e da linguagem. O próprio Vigotsky reconheceu a aproximação da teoria de Piaget com a sua:
Basicamente, o desenvolvimento da fala interior depende de fatores externos: o desenvolvimento da lógica na criança, como os estudos de Piaget demonstram, é uma função direta de sua fala socializada. O crescimento intelectual da criança depende de seu domínio dos meios sociais do pensamento, isto é, da linguagem” (Vygotsky, 1991 p.44).
   Embora, Vigotsky, acreditasse que a aquisição da linguagem e seu desenvolvimento era que possibilitava o avanço cognitivo- Lev Vygotsky (1896-1934) defende que só há desenvolvimento tipicamente humano se a pessoa for exposta a uma cultura, apropriando-se das crenças, valores, tradições e habilidades do grupo social ao qual pertence - em contraposição a Piaget que considerava que o desenvolvimento cognitivo precedia a aquisição da linguagem, ambos partilhavam da mesma óptica interacionista.
          A teoria de Vygotsky  sobre o desenvolvimento da linguagem, assim como a de  Piaget,  trazem implicações muito importantes para a educação, uma vez que  ambos enfatizam a importância da aprendizagem ativa em vez da passiva. Para eles, é imprescindível identificar o conhecimento que a criança possui para, a partir de então, poder avançar.
       É função do professor, através de suas práticas pedagógicas, fazer esta mediação  entre os conhecimentos prévios das crianças e o avanço em suas aprendizagens, ampliando, assim, suas competências linguísticas.











REFERÊNCIAS
Montoya, Oscar Dongo. PENSAMENTO E LINGUAGEM: PERCURSO PIAGETIANO DE INVESTIGAÇÃO .
Nunes C, Frota S, Mousinho R. Consciência fonológica e o processo de aprendizagem de leitura e escrita: implicações teóricas para o embasamento da prática fonoaudiológica. Rev CEFAC. 2009; 11(2):20712.  http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462009000200005. [ Links ]
Silva, Samanta Demetrio da. Aquisição da Linguagem. Artigo publicado em 22 de julho de 2010.