segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Redes Sociais

Compartilhar fotos em redes sociais se tornou um evento comum e rotineiro. Talvez por isso banalizamos a tecnologia fotográfica e não nos damos conta de como ela revolucionou o modo de contar histórias. E quando cito história, posso tratar tanto de histórias pessoais de indivíduos quaisquer e de famosos quanto também da história da humanidade. 
O Brasil é um país que estuda sua história nas escolas a partir de sua colonização europeia devido a falta de informação sobre os indígenas que habitavam nosso território. Isso porque esses povos nunca desenvolveram escrita ou registraram de alguma forma seus costumes, lendas, crenças ou a história de seus antepassados. Em sua cultura, tudo era transmitido oralmente e não viam a necessidade de desenvolverem outro método de propagação do conhecimento. Por isso, tudo que sabemos dessas tribos foi através da visão dos portugueses sobre eles, como na carta de Pero Vaz de Caminha, ou a partir de utensílios descobertos em escavações. A partir de um olhar sobre nosso próprio passado, podemos percebera importância de existir atualmente grande número de registros sobre nosso momento histórico e de haver diversos pontos de vistas a serem analisados. Vídeos e fotos registram os acontecimentos cotidianos e permitem construir um acervo rico para análise futura pelos historiadores destes eventos. Não veremos nossa própria história desaparecer novamente. 

ENSINAR CIÊNCIAS

O currículo da ciência, como o de qualquer disciplina não é neutro, ao contrário é carregado de intencionalidade e de visão ideológica. Não é a toa que cientistas têm opiniões e resultados de pesquisas antagônicas a respeito do aquecimento global. Enquanto uns defendem que o planeta caminha para o caos, outros dizem que os fenômenos que observamos hoje-furacões, secas, tornados, morte de corais- nada tem a ver com o aumento da temperatura do planeta. Como educadores precisamos instigar nossos alunos a pensar criticamente, a formar sua própria opinião fundamentados em pesquisas, em observações e em experimentações. Quando somos crianças temos tendência a pensar que é preciso crescer para fazer a diferença, para podermos agir e mudar o mundo, mas isto é pura ilusão, é a infância que é terra fértil. Se o professor for capaz de semear pró-atividade certamente colheremos gerações futuras capazes de buscarem soluções sustentáveis para o nosso planeta.

Ensino da Matemática

O conhecimento matemático aterroriza as crianças desde as séries iniciais. Os números são tão complicados ou nós que complicamos? A verdade é que há incoerências na metodologia de ensino que impedem as crianças de aprenderem esta matéria. Existem diversos tipo de inteligência e, obviamente, algumas crianças possuem facilidade com raciocínio lógico. Entretanto, outras crianças que não possuem o mesmo talento não precisam se sentir frustradas e isso depende basicamente de como o professor conduz a aula e quais métodos utiliza. Ensinar matemática de forma lúdica pode ser o caminho para o sucesso de um número maior de crianças na disciplina. Jogar ajuda a desenvolver diversas competências, além de diminuir o erro e o sentimento de incompetência. 
Fazer matemática não é uma estrada de mão única. Existem diversas formas de solucionar um problema e o professor tem que estar apto a ver o caminho que cada aluno segue e valorizá-lo. Hoje há muita demonstração de uma forma única de solução que às vezes o aluno não aceita ou nãocompreende e isso dificulta seu aprendizado. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Por que o tempo escolar é insuficiente para dar conta das aprendizagens a que a escola se propõe?

Provavelmente são muitas as respostas a essa questão, entre elas podemos citar duas como mais relevantes: a organização da escola que fragmenta e engessa o tempo do professor e a carga horária exaustiva a que o professor precisa se submeter para conseguir manter um padrão de vida com um mínimo de dignidade.


O professor possui tempo limitado para planejar, para pensar suas práticas pedagógicas e, principalmente, para se atualizar e se apropriar de cultura – situação que já é inviabilizada pela falta de recursos financeiros. Infelizmente o que se percebe é que os profissionais da educação estão desistindo, se desiludindo, pois não conseguem nem ao menos se encontrar com seus pares para planejar um trabalho interdisciplinar ou para discutir ações e alternativas para o processo de ensino aprendizagem. Cada vez mais o professor se traveste em mero cuidador, responsável por manter a ordem e a disciplina e cumprir um programa falido e desvinculado da realidade para um grupo de alunos que não quer estar ali imóvel e sem voz. Nossas escolas não tem (e nunca tiveram) espaço físico adequado, material didático adequado, recursos humanos e financeiros suficientes e agora estão perdendo a única coisa que restava: o entusiasmo do professor, que se cansou de lutar contra moinhos de vento.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

GAIOLAS OU ASAS?



Há escolas que são gaiolas. Há
escolas que são asas. (Rubens Alves)

Não quero aqui cair no lugar-comum de vitimizar o professor, porque o professor é um profissional que, como qualquer outro, merece respeito e valorização, e não pena, porém preciso expressar minha insatisfação a respeito de algumas coisas que se falam e se escrevem sobre educação, no que diz respeito às mudanças que se fazem necessárias. Muitos discursos carecem de objetividade e, em geral, lançam suas teorias sempre na mesma direção: o professor com sua metodologia atrasada e estagnada.
A escola atual não tem mais a função única de ensinar, a própria legislação reconhece e amplia suas funções incluindo o “educar” e o “cuidar”, entretanto esse reconhecimento não vem acompanhado da devida instrumentalização dessa instituição. Muito se fala em mudanças, mas pouco se faz para fornecer ferramentas ao professor que viabilizem estas mudanças e, principalmente, muito pouco se investe nas escolas para melhorar sua estrutura e oferecer espaço físico e recursos pedagógicos adequados.
Escolher o magistério como profissão é uma opção carregada de intenções, de vontade de fazer diferente, mas a realidade de nossas escolas acaba minando e desmotivando o professor. Como retrata Rubens Alves referindo-se ao cotidiano do professor na sala de aula:

.. Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres
famintos, dentes arreganhados, garras à mostra – e os domadores com os seus chicotes,
fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres... Sentir alegria ao sair de casa
para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo
aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que os
fecha com os tigres.

Usando a metáfora do autor, a escola não é gaiola só para as crianças e adolescentes, é também para o professor a medida que não oferece absolutamente nada para atrair o aluno. Para ensinar, educar e cuidar, a escola precisa passar por uma profunda mudança de paradigma, precisa tornar-se, além de espaço de aprendizagem, espaço de lazer, de arte, de esporte, espaço de vida.

E o professor? Esse precisa ser instrumentalizado, capacitado para ensinar o voo aos seus alunos. Só se ensina o que se sabe, dessa forma nossas escolas serão asas e não gaiolas.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

ESCRITA COLETIVA

A proposta do Seminário Integrador desta semana foi um exercício de escrita diferente, nos foi dada uma citação para que construíssemos um texto onde fosse possível  encaixá-la. Considerei a ideia bastante criativa, pois geralmente buscamos uma citação para reforçar ou ratificar nossos argumentos, mas nesse exercício, em particular,  teremos de construir argumentos que justifiquem o uso de tal citação e que concomitantemente esteja em consonância com o tema apresentado. Será  um desafio interessante, principalmente por ser um texto de autoria coletiva, quando escrevemos sozinhos  ou pensamos em escrever sobre determinado assunto escolhemos um fio condutor e nos focamos de tal forma que muitas vezes não conseguimos vislumbrar outros pontos de vista ou outras vertentes de pensamento.

Escrever a quatro mãos pressupõe diversidade de  ideias a respeito de um mesmo tema, entretanto escrever em parceria com o outro requer também humildade, tolerância e respeito para abdicarmos  do nosso ponto de vista em alguns momentos e ao mesmo tempo firmeza para defendermos nossas ideias com convicção. Nessa tarefa, em especial, será preciso muita troca de ideias e integração para que o texto seja construído com coerência.

BOM RETORNO

Retornando às aulas com presencial de Seminário Integrador IV e a proposta é continuarmos qualificando nossas escritas. Reflexão, ação, frustrações, experiências, questionamentos e alegrias  do nosso cotidiano devidamente registradas aqui no blog para compor a síntese reflexiva do nosso quarto semestre (incrível como está passando rápido). Como nos ensina Paulo Freire: “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.

Então, que se inicie o semestre e que seja pleno de ideias, aprendizagens e novas práticas pedagógicas.