O século XXI
está marcado irreversivelmente pela globalização e pelo uso intensivo das
tecnologias levando a mudanças paradigmáticas irreversíveis na educação. Atualmente,
precisamos estar preparados para uma aprendizagem constante dada a velocidade
das mudanças e dos avanços tecnológicos. A meta é aprender a aprender para uma
rápida adaptação e principalmente para o enfrentamento dos desafios que o
progresso nos impõe. O paradigma positivista que privilegiava a racionalidade,
a objetividade e a fragmentação do conhecimento não responde mais às exigências
do mundo pós- moderno onde as questões sociais e ambientais se agravam e não
encontram mais saída num modelo limitado pela racionalidade científica. Neste
contexto, Régnier (1995, p. 3) alerta:
“Em meio a uma crise global, de
tão graves proporções, muito se fala ultimamente em diferentes instâncias das
sociedades modernas, em mudança de paradigma como reconhecimento da necessidade
premente de construção de um novo modelo que, para além dos limites da
racionalidade científica, crie as condições propícias a uma aliança entre
ciência e consciência, razão e intuição, progresso e evolução, sujeito e
objeto, de tal forma que seja possível o estabelecimento de uma nova ordem
planetária.”
Neste novo contexto as práticas pedagógicas conservadoras e
acríticas perdem totalmente o sentido, pois são incapazes de formar pessoas
responsáveis, atuantes na busca de um desenvolvimento sustentável e de uma
sociedade justa e igualitária. Jacques Delors (1998) coordenou o
"Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o
Século XXI", no qual aponta como principal conseqüência da sociedade do
conhecimento a necessidade de uma educação continuada. A proposição manifestada
por Delors apresenta para a educação uma aprendizagem ao longo de toda vida
assentada em quatro pilares: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a
viver juntos e aprender a ser.
A minha geração foi bastante prejudicada por uma educação
rigorosa, castradora e diretiva. Nos primeiros semestres do PEAD escrevi no
blog um texto sobre protagonismo no ensino (disponível em: https://hermanncarmem23.blogspot.com/2016/12/protagonismo-no-ensino.html) onde relatei uma única situação, em toda
minha vida escolar, em que me senti responsável pela minha aprendizagem e pude realmente
construir conhecimento sobre aquele que foi meu objeto de estudo. Penso que ali nasceu minha
fé nos métodos globalizados de aprendizagem, em especial aos projetos de
aprendizagem, que se mostram capazes de
incentivar o aluno a buscar conhecimento, por genuíno prazer, no intuito de responder
aquelas questões que os inquietam e conferem verdadeiro significado ao estudo. Segundo Gadotti (2000, p. 251), aprender a
conhecer implica ter prazer de compreender, descobrir, construir e reconstruir
o conhecimento, curiosidade, autonomia, atenção.
Ressignificar as práticas pedagógicas fazendo uso das tecnologias e de métodos de ensino que desenvolvem a autonomia é o caminho para uma educação continuada e transformadora.
Ressignificar as práticas pedagógicas fazendo uso das tecnologias e de métodos de ensino que desenvolvem a autonomia é o caminho para uma educação continuada e transformadora.