terça-feira, 4 de abril de 2017

NOSSO PRÓPRIO TEMPO

Segunda-feira, três de abril, aula do Seminário Integrador V (inacreditável como o tempo voa), a proposta foi refletir sobre o que constituiu para cada um de nós um entrave ou obstáculo  nos semestres anteriores do PEAD. Na maioria dos grupos surgiu a questão “tempo”, ou melhor, a falta dele. Uma colega alertou para o fato de que esta é uma peculiaridade da profissão de professor que cumpre uma carga horária excessiva e sempre tem uma infinidade de trabalhos extraclasse para realizar.  A falta de tempo para realizar as tarefas cotidianas foi a primeira coisa que me ocorreu também, assim como a maioria das minhas colegas, vivo constantemente correndo atrás de uma quantidade enorme de afazeres e  vou empurrando para amanhã ou depois os compromissos com aqueles que me são mais caros: o cinema com os filhos, o almoço com os pais,  o cafezinho com os amigos...
Todos os dias, abdicamos de pequenos prazeres, mas isto ocorre porque perseguimos um objetivo, queremos nos formar e  este é o nosso foco neste momento de nossas vidas. Esta dinâmica me fez lembrar os textos do semestre passado que abordavam a temática: tempo e espaço.
“Embora o tempo siga seu curso, temos de tomar consciência de que nosso tempo deve ser algo próprio, algo que nos ocorre e em que podemos intervir ativamente, convertendo-o em um tempo vivido e sentido e conscientemente assumido por cada um de nós.” (GÓMEZ, 2004, p.50).

Este tempo que estamos vivendo não é tempo perdido, é um tempo de que nos apropriamos conscientemente, tempo que assumimos para nossa formação, é um tempo vivido intensamente, mas do qual não precisamos nos tornar prisioneiros, com organização, disciplina e pró-atividade haveremos de encontrar um espaço de vida para além das escolas e do PEAD porque, afinal, ninguém é de ferro.

terça-feira, 28 de março de 2017

NOVOS DESAFIOS


Ontem, primeira aula do V eixo com as professoras Rosane e Aline  da disciplina de Projeto Pedagógico em Ação. Novos e grandes desafios para este semestre, trabalhar com projetos de aprendizagem. No eixo quatro vivenciamos como alunas esta experiência e agora precisamos aplicar o que aprendemos e orientar nossos alunos no desenvolvimento de seus projetos. Para mim uma experiência completamente inédita porque, embora já tenha trabalhado com projetos de ensino, nunca conduzi um projeto nestes moldes onde o professor não tem ideia dos temas de interesse que irão surgir e o rumo que as aulas irão tomar. O fato de termos  cinco metas a perseguir foi importante para dar um norte ao trabalho, mas a sensação de não estar totalmente no controle é bastante inquietante. Em contrapartida, surge uma curiosidade boa , uma vontade de iniciar logo e descobrir quais os interesses destes pequenos e  o  potencial de cada um na busca de conhecimento. Antes de tudo, porém muita leitura para nos apropriarmos  de conceitos que serão de grande utilidade nesta caminhada. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Protagonismo no Ensino

Assistindo o vídeo de Pedro Demo (Educar pela Pesquisa) lembrei de uma das poucas oportunidades que tive, de ser protagonista durante minha passagem pelo ensino médio. No geral, as aulas eram tradicionais: copiar, ler, fazer exercícios. Uma professora de ciências propôs que pesquisássemos qualquer assunto sobre genética. Pesquisei sobre as mosquinhas das frutas, as drosófilas melanogaster. O curioso que passados 30 anos ainda lembro do nome do inseto e das descobertas que fiz sobre genética naquele ano, uma paixão que me acompanha até hoje.  Infelizmente para mim e para a maioria dos estudantes a metodologia da pesquisa e da investigação é uma exceção nas nossas escolas. Projetos de aprendizagem desenvolvem a autonomia do aluno, produzem conhecimento significativo e promovem crescimento cognitivo, social, afetivo e emocional.
Concordo com Pedro Demo, é importante a criança pesquisar e buscar conhecimento para concretizá-lo.

Jogos Matemáticos

Sou formada em Licenciatura em Ciências pela PUC e sempre trabalhei com matemática no ensino fundamental séries finais. Trabalho na Escola Stella Maris em Alvorada e atualmente estou na vice-direção e na supervisão escolar por isso sempre que é necessário solicito as minhas colegas que estão em sala de aula que disponibilizem um tempo para eu aplicar as atividades com os alunos, geralmente no fundamental 1.
Tenho 15 anos de experiência em sala de aula e 6 na supervisão escolar. As experiências mais relevantes da minha atuação são aquelas que envolvem jogos matemáticos. Nos dois últimos anos que atuei em sala de aula experimentei trabalhar os conceitos de equações do primeiro grau com material concreto. Percebi que desta forma os ganhos são relevantes, as crianças se interessam pelo conteúdo e os conceitos envolvidos são apreendidos com maior facilidade, os erros diminuem e os alunos ficam mais seguros.

Raciocínio Multiplicativo

A tarefa de matemática desta semana era explicar como introduzimos o ensino da multiplicação e divisão, foi uma tarefa desafiadora porque às vezes é difícil explicar nossa prática.
O raciocínio multiplicativo envolve relações fixas entre variáveis, por exemplo, entre quantidades e grandezas abrangendo ações de correspondência um para muitos, distribuição e divisão. A multiplicação envolve mais do que a adição de parcelas iguais, pois abarca a proporcionalidade, a combinatória e os cálculos de área.
É importante que se explore todas essas aplicações da multiplicação para a construção dos conceitos envolvidos no campo multiplicativo, o uso dos materiais concretos, da malha quadriculada e de jogos é fundamental antes que se introduzam os algoritmos da multiplicação e divisão.
Sempre inicio a multiplicação e divisão explorando esses conceitos em jogos e desafios, a construção da tabuada e as situações envolvendo divisões com material concreto facilitarão o entendimento do algoritmo.
Ao introduzir a divisão utilizo principalmente figurinhas que eles sempre têm em abundância.
Os desafio a repartir, por exemplo, 10 figurinhas por 2 alunos, por 5, por 4, por 3. Neste caso eles mesmos não permitem que alguém receba mais. Quando trabalhamos com balas sempre alguém sugere o corte em partes.

Ciência e Construtivismo

A ciências naturais podem auxiliar na construção de ideias cada vez mais complexas do mundo simplesmente questionando, instigando, tirando o aluno da zona de conforto ao provocar uma desestruturação nas suas certezas. Observar o mundo e buscar respostas às questões que resultam desta observação é o caminho para construção de conhecimento. O professor precisa orientar o trabalho do aluno mantendo uma relação mais próxima, sendo uma referência para ele, um parceiro de trabalho, sabendo escutar e criando um ambiente pedagógico produtivo.

ENSINAR X APRENDER

Ensinar história para os pequenos é um desafio principalmente quando nos atemos às datas comemorativas de forma aleatória e sem contextualização. É preciso construir a ideia de passado, presente e futuro e desenvolver o conceito de tempo sob o ponto de vista da história. As crianças têm que perceber que existe a história escrita e a que estamos construindo diariamente enquanto seres históricos. O segredo é ouvir mais as crianças para aprendendo com elas, investigando como elas pensam o mundo, encontrarmos o caminho para fazermos as intervenções certas.